Por Fábio Marques
Na semana passada Guajará-Mirim recebeu a visita do renomado professor catedrático da Universidade de Harvard nos “Istêites” e ex-ministro do Governo Lula, Mangabeira Unger. PHD em direito e filosofia, e cujos conceitos e sugestões de progresso e desenvolvimento para países do terceiro mundo fizeram a cabeça de discípulos famosos como o ex-ministro Ciro Gomes, que abraçou sua filosofia e aplicou à sua cartilha de campanha à época em que foi candidato à Presidente, Mangabeira Unger concedeu palestra na Câmara Municipal e colocou à disposição de uma platéia semi-letrada a vulgata de sua gororoba intelectual para gozo e orgasmos cerebrais dos já notáveis politiqueiros de plantão e que servem à Deus e ao Diabo nesta cidade com a mesma cara-de-pau.
Por falta de anúncios na mídia, o povão, aquela parte ínfima da plebe ignara, não se fez presente. Mas para compensar, lá estavam os oportunistas do PT, os artistas do PMDB, os maiorais da UNIR, o alto escalão secretarial da Prefeitura, a alta cúpula da Associação Comercial, o balaio de gatos das associações de bairros e – pasmem meus amigos- até gente de bem.
Grandes debates não houveram. Apenas a monotonia dos blábláblás que sempre fizeram parte da rotina destes tipos de simpósios. As representações do município focaram suas falas apenas ao resumo dos problemas locais, deixando de lado os assuntos globais. Ali nada foi tratado a respeito das relações bilaterais entre Brasil e Bolívia, comércio exterior, impactos sociais e econômicos futuros em vistas da construção da ponte binacional, impactos no ambiente que poderão ocorrer por ocasião da construção das usinas de energia do Rio Madeira, questão aduaneira, construção de novos modelos para a alavancagem comercial e turística da cidade, revisão dos problemas com reservas ambientais, infraestrutura de portos e aeroportos, tráfico de drogas, melhor distribuição de recursos, créditos junto ao Banco Mundial, etc...
É de todos sabido que Guajará-Mirim é uma cidade de grande potencial, mas que graças ao inferno astral pelo qual passamos já há várias décadas, caminha à passos de bicho-preguiça. Independente das chuvas e variações climáticas desta época, aqui temos sol todos os meses do ano, verdes florestas, rios, belezas naturais e solo propício para fortalecer o agronegócio e até a indústria. Mas graças aos tropeços de administradores sem nenhuma responsabilidade, hoje não passamos de uma reles aldeia se for para comparar com as cidades da BR que em pouco mais de 20 anos chegaram à um patamar de dar inveja em termos de qualidade de vida.
Então é preciso avançar na direção contrária, procurar consensos entre segmentos da sociedade que por interesses que não são condizentes com os do povão, se atrelam numa disputa em que não só eles perdem, mas toda a população. Ou ao menos que desta disputa todos possamos sair sem mortos e feridos. Basta que para isto, nos próximos embates de opiniões deste “metié”, todos possamos chegar a conclusões mais próximas do que se pode chamar de Justiça Social.
PS. Da seleção das melhores crônicas do autor.
* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Mamoré não tem responsabilidade legal pela "opinião", que é exclusiva do autor.

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