Por Fábio Marques
O grande problema de nossa cidade é, como todos sabem, político, e só a política é quem irá resolvê-lo. Guajará-Mirim tem território, temos uma imensa área física não aproveitada porque foram todas transformadas em reservas (indígenas, ecológicas e extrativistas), temos recursos, população, história e cultura. É preciso apenas renegociar os contratos sociais a fim de ajustá-los à nossa situação. Por isso seria salutar que os nossos representantes (municipais, estaduais e federais) lutassem para que houvessem mudanças nesses acordos.
Em política os acordos surgem quase que de forma espontânea, impostos pela necessidade e pela diretriz do bom senso. Só quando é preciso convencer a sociedade da reta intenção dos que os ajustam, é que são escritos e firmados com célebres atos oficiais e festejos de protocolo. A grande lição da política é que as massas ainda preferem a ordem que permita a paz e a harmonia nas ruas, o emprego, a saúde, o lazer, enfim, a vida de todos os dias. Os eleitores até votam certo, embora muitas vezes em pessoas erradas, como tem acontecido nas últimas eleições.
Inútil perda de tempo seria tentar compreender a maldição deste fio da história que tem sido a maré montante da política em nossa cidade. Mais oportuno seria procurar vislumbrar uma agenda política de ação conjunta calcada na ciência das leis da natureza. Por isso é que nossas autoridades locais, o governo do Estado, as representações estadual, federal e a população em geral tinham que se mobilizar no sentido de empregar as medidas necessárias que sensibilizem as autoridades federais.
E muito mais que isso, as autoridades de Guajará-Mirim, prefeito e vereadores têm a obrigação política de articular as esferas estadual e federal, não puxando-lhes as orelhas pelas décadas de atraso, mas sim buscando uma parceria urgente e eficaz. Afinal os poderes foram feitos para buscarem as soluções a favor dos munícipes e não para abandonar o povo à sua própria sorte.
Para se conseguir isso não se poderá manter este mesmo rumo que temos tomado até os dias de hoje. Vai ser preciso se opor a ele. Mas vale também ressaltar que substituir o rumo a ser dado às coisas essenciais para a tão sonhada alavancagem de nossa cidade não significa destruir o acervo acumulado com erros e acertos que se fizeram cometer no passado, muito pelo contrário, significa antes, a obrigação consensual de conhecer, avaliar, temperar e dilatar de forma isenta, a memória da experiência vivida e dela fazer melhor uso. O que tem nos causado espanto, é que com seu potencial de discurso, finura, trânsito político que diz possuir e vontade de mostrar serviço, nosso burgo-mestre Cícero Alves ainda não tenha se tocado para este detalhe e tampouco esteja brigando com unhas e dentes para reverter este estado de coisas.
Agora mais do que nunca faz-se mister analisar, criticar, refletir\dialogar, cooperar e se entender com a sociedade e seus agentes. Ignorar este debate é estreiteza de pensamento e abandono da experiência humana.
*Da seleção das melhores crônicas do autor.
* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Mamoré não tem responsabilidade legal pela "opinião", que é exclusiva do autor.

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