Por Fábio Marques
Ao assistir a reprises de imagens na estação digital You Tube, de colonos bolivianos da região do Chapare mascando coca em marcha de protesto de apoio ao presidente Evo Morales, ocorreu-me um destes relâmpagos que costumam visitar pessoas agraciadas pelo intelecto como este cronista: no Brasil, apesar de muita terra, planta-se muito pouco coca. Aqui planta-se soja, algodão, laranja, banana, macaxeira, o quiabo a quatro. Mas coca, quase nada. Talvez pelo fato de toda a extensão de terra produtiva existente já tenha sido doada pelo Incra ou grilada pelos ditos senhores do capital que preferem andar de acordo com a Lei. Para tanto, estes nobres cidadãos preferem levar adiante a escravidão de adultos analfabetos e abusar de crianças analfabetas. Enquanto incentivam o analfabetismo, realizam empréstimos a fundos perdidos nos Bancos da Amazônia da vida.
A coca é a matéria prima utilizada para o fabrico da cocaína. A cocaína é uma droga nociva e ilegal, e como todo produto ilegal, é vendido a torto e a direita nos bairros da periferia, praças arrodeadas de botecos que dão de frente para prefeituras e nos Santa-Luzias e bairros Prósperos da vida. Este cronista, como um bon-vivant das altas rodas da elite, também já apreciou coisas nocivas e ilegais, inclusive a tal substância. Acho que mais de cinco vezes. É claro que isso no interesse científico. Hoje em dia só tomo uns uisques aqui e acolá, ou seja, só bebidas alcoólicas. Mas um amigo boliviano e que mora em Guayaramerin, ainda cheira, mas só em “La banda” e em dias de festa. Faz tempo que não vejo este amigo. Como em Guayaramerin todo dia é dia de festa, acho que neste momento ele deve estar dando umas cafungadas.
O Brasil é um gigante comparado à Bolívia. A Bolívia é um destes países que ninguém ainda teve a brilhante ideia de colocar abaixo para construir um estacionamento. A Bolívia tem um brilhante histórico daquilo que são os líderes latino-americanos na sua essência. Sua história implica uma sucessão de sujeitos mal encarados tomando o poder de arrombo. No início da década de 80, um certo General Garcia Meza acabou virando notícia ao reforçar os interesses dos “pozistas” da Bolívia. Não o levaram a sério. O que é de lamentar. O tráfico de cocaína poderia ser um ótimo negócio para eles. O Brasil é um dos maiores consumidores de cocaína. Mas como seu comércio é ilegal, o país não arrecada nenhum centavo em impostos.
É lógico que não se trata aqui de propagar alguma mensagem destinada a solapar a moral da nossa sociedade abrindo caminho para a implantação da desordem e da anarquia. Mas se o Brasil plantasse coca, o Ministério da Agricultura e Meio Ambiente teria que supervisionar as plantações. O Inmetro teria que fazer testes no Fantástico e aprovar ou não o pó brasileiro, rasgariam-se dos cadernos contábeis dos traficas a lista de juízes, advogados e policiais envolvidos no negócio ilícito do passado e o Brasil tomaria o prumo e a direção que lhe contemplou o destino, ou seja, o negócio passaria a ter legalmente ordem e progresso.
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