Por Fábio Marques
Com o objetivo de dar provas cabais para todos os estratos sociais de que os sites que divulgam as crônicas deste escriba não fazem regulação de mídia e dão apoiamento incondicional à liberdade de expressão é que a epístola de hoje deverá sair totalmente sem cortes. Aqui e acolá vão aparecer alguns palavrões, mas que não causarão maiores agravos às normas de condutas vigentes. Afinal, se Messias Bolsonaro está podendo, por que não eu?
Estou tentando escrever um livro.Também estou buscando alguém com poder de capital que queira investir neste livro bancando a impressão. Mas no dia da noite de autógrafos quero que este compêndio seja apresentado por uma puta. Mas puta mesmo! Não prostituta de ocasião, dessas que passam a noite nas choperias da cidade, dão umas ficadas com alguns fedecas ou traficas habitués do local e depois vão contar tudinho para suas colegas.

Também vou querer um drogado. Mas não um drogado de fim de semana. Vou querer um drogado desses que a sociedade cospe em cima, urina em cima e recebe de volta uma lágrima, um sorriso ou a mão direita pedindo uns trocados para mais uma parada. Também vou querer um viado. Mas não um viadinho qualquer. Um viadaço mesmo. Vai ser uma festa regada a Buchanans e Bacalhau. Se tabus e preconceitos forem rasgados, meus convivas ficarão à vontade.
Depois de tomado todas, como sei que cú de bêbado não tem dono e pretendo continuar sendo o proprietário do meu, sentarei de costas para a parede com uma garrafa na mão a fim de utilizar contra quem se atrever a engrossar o engrosso.
Costumo escrever nas noites em que as loucuras que nos habitam acabam trazendo ruídos que não pedimos para escutar, nas noites em que qualquer barulho lá fora, de carro, moto ou bêbados passando e falando sozinhos ecoam nos tímpanos como um chute nos culhões, nas noites em que sentimos os demônios dançando dentro da gente, em que sentimos a sensação de uma vida próxima que se desloca mas que a gente não consegue compreender que porra é essa, em que sentimos a sensação de que o nosso corpo não nos pertence, em suma, nas noites de insônia, angústia e solidão. E a solidão é foda.
Tudo isto faz parte da vida cotidiana do escritor, mesmo que este escritor nunca tenha escrito porra nenhuma na vida. Se ele absorver tudo que esta energia cósmica concentra, ele passará da inação para a ação imediata. Caso contrário, baterá muita punheta até que o sono se restaure. E gozará um gozo de merda que com certeza depois irá se arrepender. Jamais irá conseguir vencer seus fantasmas.
Espero terminar este livro até dezembro. Enquanto isso, vou seguindo na batalha contra o inútil e contra a ignorância dos brucutus cavernais da idade da pedra lascada desta cidade. Lembrete: vai ser um livro maldito.
*Texto enviado das profundas do Além pelo espírito do poeta Fúlvio Máximo. Portanto, não é fake news a mando do Palácio do Planalto.
* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Mamoré não tem responsabilidade legal pela "opinião", que é exclusiva do autor.

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