Prefeito Noronha durante interrogatório ao lado do delegado Jeremias (e),e acompanhado pelo advogado Bruno Valverde
O diretor do Departamento de Polícia do Interior, delegado Jeremias Mendes de Souza, ouviu nesta terça-feira o prefeito de Guajará-Mirim, Cícero Noronha (DEM), em inquérito aberto pela Polícia Civil para apurar crimes de injúria, calúnia e difamação propagadas através de “Fake News” nas redes sociais. “Depois de várias semanas de muitas ofensas cometidas por algumas pessoas, resolvemos buscar um processo coletivo para apurar os crimes contra mim e minha família”, disse Noronha em vídeo.

O prefeito apresentou mais de 20 mensagens de texto e áudios disparadas por 20 pessoas espalhando mentiras sobre sua gestão e a vida pessoal. O advogado Bruno Valverde acompanha o processo.

Nesta terça-feira, o prefeito fez um desabafo sobre a Saúde. A prefeitura tem leitos normais e de UTI para atender os pacientes da Covid-19, medicamentos recomendados, EPIs para os profissionais e respiradores, mas o Governo tem grave erro de omissão com Guajará-Mirim. “Estamos preparados enquanto municipalidade, mas o Governo tem uma omissão há anos com a nossa cidade. Não mandaram um único representante para discutir o porquê dessas mortes em Guajará-Mirim”, disse o prefeito Cícero Noronha.
Hoje o município tem 34 infectados e 17 mortos, um dos maiores índices de letalidade. Seis dessas vítimas são doentes renais crônicos que foram infectados nas viagens a Porto Velho para fazer tratamento. “Não são pacientes que passaram dias internados; são pessoas que deram entrada em estado gravíssimo e foram a óbito em poucas horas”, explicou ele.

Na verdade, o secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo, nunca esteve em Guajará-Mirim e sequer enviou um representante de sua equipe para tratar da grande mortandade pelo novo Coronavírus. “O secretário realmente nunca fui a Guajará-Mirim e nem mandou alguém de sua equipe”, disse na tarde de terça-feira o deputado Laerte Gomes, presidente da Assembleia Legislativa, que fez intervenções junto ao governador Marcos Rocha para reverter esse grave quadro em Guajará.

“Não creio que o Estado esteja fazendo muita coisa em Porto Velho ou mesmo em Guajará-Mirim. É preciso que o secretário saia mais, não quando as pessoas morrem, mas antes. Visite os municípios polos, Ariquemes, Cacoal e Guajará-Mirim. Ele precisa sair de Porto Velho. Rondônia não se limita a Porto Velho”, criticou o deputado Adelino Follador.
Fonte: Rondoniagora




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