Testes rápidos podem ser feitos pelos municípios

O município de Guajará-Mirim (RO), na fronteira com a Bolívia, utilizou somente cerca de 25% dos testes rápidos de Covid-19 enviados pelo governo do Estado. A informação foi passada pelo secretário estadual de saúde de Rondônia, Fernando Máximo, durante entrevista coletiva nesta terça-feira (19).

Segundo o último boletim da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Guajará-Mirim tinha 34 casos e 17 mortes confirmadas até a segunda-feira (18).

O secretário explicou que a prefeitura é responsável por fazer a coleta de amostras e enviar ao Laboratório Central do Estado (Lacen), em Porto Velho, mas que tem enviado poucas solicitações de exames do tipo PCR, que é o mais preciso. Além disso, usou cerca de 1/4 dos testes rápidos enviados pela Sesau, que podem ser feitos no próprio município. Os testes rápidos detectam se a pessoa já tem anticorpos para o novo coronavírus.

"Mandamos testes rápidos para eles e não conseguiram utilizar todos. Estamos cobrando isso. Quando a gente manda o teste rápido eles vão utilizando e registrando no sistema", afirmou o secretário.

De acordo com o boletim divulgado pela Prefeitura de Guajará-Mirim na segunda-feira, o município já havia realizado 115 testes rápidos. A Sesau diz que vai enviar mais testes quando todos os disponíveis nos municípios forem usados.

Pedido da ALE para intervenção na saúde de Guajará-Mirim
Quando questionado sobre a intenção do Estado em assumir a gestão da saúde do município, o secretário disse que o Estado já vem auxiliando o município no enfrentamento à Covid-19 com repasses financeiros e envios de EPI.

"Quando nós mandamos recurso, mandamos equipe técnica para auxiliar na parte administrativa, na parte organizacional, parte técnica do município, isso não deixa de ser uma intervenção. A gente está ajudando na parte que seria de responsabilidade deles, mas o estado já tem feito isso agora e mais intensamente a partir de hoje mandando essa equipe para lá", declarou.

O deputado estadual Neidson de Barros, da comissão de saúde da Assembleia Legislativa (ALE-RO) participou da coletiva e disse que conta com a intervenção para socorrer a saúde do município.

"Estamos tentando a intervenção do governo do Estado para que possa auxiliar pelo menos no fluxo dos pacientes, organização da saúde do município. A população lá está desesperada hoje, não quer ir ao hospital devido a situação de Covid-19 no município", afirmou.

Segundo a Sesau, Rondônia tem 2.043 casos confirmados de Covid-19 e 83 mortes. Ao todo são 805 pacientes curados. Nesta terça-feira haviam 270 pessoas internadas. O Hospital Cemetron, em Porto Velho, tem a maior taxa de ocupação com 100% dos 17 leitos de UTI ocupados.

Fonte: G1





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