O IFRO (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia), Campus Guajará-Mirim, realizou a palestra “Racismo, sexismo e a condição das mulheres na atualidade”. Entre as várias atividades programadas durante a Semana da Consciência Negra, esteve a palestra realizada pela Professora da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Joely Coelho Santiago, que é também colaboradora externa e integrante do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi) do IFRO Campus Guajará-Mirim.
 O evento proporcionou um momento de reflexão sobre o tema relacionado às mulheres na atualidade, e discutiu as raízes históricas do racismo e sexismo, principalmente contra a mulher negra no Brasil. “E dessa forma contribuir com a desconstrução dos paradigmas do preconceito na sociedade”, avalia Laurindo Joaquim dos Santos Neto, da Coordenação de Assistência ao Educando (CAED/IFRO/Campus Guajará-Mirim).
O debate foi com alunos do Campus Guajará-Mirim, ocorreu no pátio da unidade, no dia 20 de novembro. A palestrante Joely Santiago explicou a importância das discussões em um ambiente escolar com a participação de todos os alunos da seguinte forma: “Penso que encontros com essa temática são sempre bem-vindos, de maneira que seja necessário e urgente a ampliação em diferentes espaços em todos os dias do ano. Precisamos desconstruir os discursos sobre os afrobrasileiros, marginalizados pela historiografia, pelo Estado e pela sociedade. E a maneira de minimizar as diferenças sociais, o conceito de raça e racismo criado pelos europeus, deve ser pensado como um problema a ser discutido por todos e não somente pelos negros, pois isso diz respeito a todos os grupos sociais. Daí a importância da temática nos variados setores”.
Durante debate
Segundo o Professor de Geografia, Wesley Borges, “discutir assuntos atinentes às relações étnico-raciais em interface com gênero é de extrema relevância para o enfrentamento e desconstrução do mito da democracia racial que tende fortalecer a invisibilidade dos povos negros na sociedade brasileira, intensifica o processo de racismo e insere as mulheres em condições profundas de desigualdade. Todos os esforços são válidos e ter uma mulher negra na condução do diálogo e das reflexões contribui para que possamos repensar o que é ser negro e negra na contemporaneidade”.
Para Professora de Sociologia do Campus Guajará-Mirim, Maria das Graças, “a palestra foi interessante, pois trabalhou a desconstrução do preconceito, discriminação e segregação racial. Compreendemos através da palestra que o preconceito ao longo da história tornou-se velada. Portanto, para uma sociedade onde a equidade prevaleça, temos que debater o tema para nos libertarmos das amarras da ignorância que o preconceito traz”.

Fonte: Assessoria

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