Por Fábio Marques
“De nada adianta uma senhora vestir-se como uma dama, maquiar-se como uma dama ou ainda ostentar colares de alto quilate como uma dama, se esta senhora não sabe se comportar como uma dama” (Anônimo). 
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Tem dado o que falar um vídeo que vem rodando nas redes sociais da cidade. O vídeo, gravado a partir da Praça Jorge Teixeira, começa mostrando os enfeites de natal montados no pátio do Palácio Pérola e acaba com uma confusão dos diabos que envolveu o produtor da filmagem, a primeira-dama de Guajará-Mirim e serviçais do prefeito em cargos de comissão.
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Ninguém em sã consciência que tenha visto tal vídeo conseguiu enxergar nas palavras e atitudes da madame que estrelou o bafafá uma postura digna de uma senhora de classe e distinção. Nada condigno com a conduta de uma primeira-dama. Que baixaria!
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A primeira-dama e paus-mandados do agrado do prefeito tentaram censurar o direito de um cidadão expressar sua revolta mostrando o contraste entre a demagogia dos enfeites de Natal da Prefeitura e a verdade que o prefeito e acólitos procuram mascarar. Os enfeites de Natal armados no pátio da prefeitura não irão fazer com que os cidadãos esqueçam das agruras que vêm passando todos os dias nesta pocilga de cidade. O prefeito não vai subornar consciências com tais fantasias. Presépios e enfeites de Natal não irão melhorar em nada a situação de caos pela qual está passando Guajará-Mirim em todos os setores, desde a saúde pública até escolas caindo aos pedaços, ruas e calçadas sem nenhuma condição de tráfego tanto para veículos como para pedestres. 
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Elegância vem de berço, mas também pode se adquirir à custa de muito esforço. Já a breguice quando procura se investir de salto alto, só faz piorar as coisas. E todos percebem. Futricas e bate-bocas deste nível não ocorrem mais nem nos piores cabarés ou entre lavadeiras de igarapés. São estes tipos de episódios que relegam à esta província o título de Cafundós do Judas do Estado de Rondônia. 
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Parece que deu uma dentro (No bom sentido) o prefeito Cícero Alves esta semana ao contratar o jornalista Aluízio da Silva para integrar o setor de Imprensa e Relações-Púbicas do Palácio Pérola. Antes tarde do que nunca. A cachaça do poder ofuscou tanto a percepção das coisas para o prefeito, que só agora consegue enxergar que de nada adianta ser político se não tiver por detrás uma boa assessoria de comunicação. Aluízio da Silva é um cara decente, sincero em suas opiniões e valores e, o que mais importa, gosta de tratar as matérias ou assuntos que escreve como um bem social, como um projeto de construção de cidadania. 
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O que havia na prefeitura a respeito de mídia do prefeito e atos públicos do Poder Executivo era uma coisa sem conteúdo, sem qualidade, de baixo nível. Notícias que pareciam serem escritas por cabeças-de-bagre e que não tinham qualquer relevo temático, que não promoviam a cidadania e nem acendiam o debate popular. 
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“Nenhum governo durará muito quando a imprensa encontra-se na trincheira contrária. Mas se na contramão desta imprensa também se encontra alguém que defenda o governo, justifique e explique sua política com talento e qualidade nas palavras, tal governo tem escudo” (Sérgio Augusto).
* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Mamoré não tem responsabilidade legal pela "opinião", que é exclusiva do autor.

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