13 de outubro de 2019

Coluna Almanaque:

Por Fábio Marques
Coluna Almanaque:

Por Fábio Marques
Estive por toda a semana em Porto Velho cursando num programa da Escola do Legislativo do Estado. A Oficina de Produção de Texto e Fotojornalismo, a qual com muita vontade de aprender e ampliar o já sabido pude participar, teve carga horária de 20 horas e foi passada de forma perfeita pelos técnicos nas instruções, Marcos Grutzmacher e Alexandre Badra. 
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A Oficina de Texto e Fotojornalismo faz parte da grade de cursos, palestras e programas que promove a Escola do Legislativo da Assembléia de Rondônia que objetiva a formação e capacitação do servidor público e cidadãos de todos os estratos sociais ansiosos em estender e ampliar seus saberes.
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O curso de Fotojornalismo foi focado na criação, angulação, fotomontagem, cortes e edição de fotografia. A escola de Texto para jornais ensinou macetes de redação e colocou em realce a questão da ética na Imprensa e as conseqüências dos excessos ao noticiar fatos. 
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Vivemos numa democracia. Por isso é natural que devemos respeitar as opiniões que se embasam em algo concreto e não em paixões irracionais como ocorre hoje em alguns programas de notícias do rádio de nossa cidade. É com uma sensação de revolta, ódio e impotência que escuto todos os dias alguns dementes falarem burragens em seus programas fazendo aumentar a ignorância e a amnésia geral no passivo público ouvinte.
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Estou falando, é lógico, de como estes possessos estão fazendo a defesa do nazismo-fascismo que pretende implantar no Brasil o enviado de Satanás, Messias Bolsonaro. Não fugindo de suas idéias mesquinhas e imbecis, mas atento à leitura de suas opiniões sobre fatos políticos, percebe-se pelos caracteres de suas bravatas aos microfones, que nunca tiveram contato com a filosofia de Walter Benjamin, haja vista a cultura e a burrice cavalar que conservam. São os tipos de cidadãos paroquiais que procuram expressar análises sem sentidos buscando parecer o máximo. Percebe-se também que estas pessoas são afetadas em princípios éticos ou possam ser apenas chatos de galochas, coisa que ninguém suporta numa mesa de conversa etílica e política. Hipócritas e falsos moralistas também são assim.
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Sugiro a estes energúmenos que leiam um pouco de Bertrand Russel para que reflitam que suas expressões grotescas a respeito de política mais atrasam que elevam o consciente coletivo porque preferem se iludir com fantasias de araque. Precisam ler muito Jorge Habermas (da Escola de Frankfurt, estão sabendo?), para saberem o que é ser autêntico em suas posições e opiniões que carecem muito ainda de verniz cultural. 
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E por último, aprendam a serem humildes, caros colegas. Pois é assim que bons jornalistas e radialistas devem se comportar. 
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Graças ao artigo 5º da Carta Magna é que hoje podemos dar nossas opiniões, concordar, discordar e conhecer melhor o que se passa nos arcabouços da política da cidade e do Brasil. Mas como não existe nada perfeito, existem aqueles que se utilizam do espaço que os meios de imprensa lhes dão para ofender e denegrir de forma grosseira apenas porque o outro acha diferente. Liberdade de expressão não quer dizer falta de educação. Se insere no contexto. Está constando dos manuais de ética do jornalismo. 
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Mas no caso exposto, das duas uma: ou os ditos radialistas são burros ou estão achando que o público ouvinte é burro.
* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Mamoré não tem responsabilidade legal pela "opinião", que é exclusiva do autor.

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