Os servidores municipais da Saúde de Guajará-Mirim deflagraram greve por tempo indeterminado e paralisaram as atividades na manhã desta segunda-feira, 23. Os trabalhadores se reuniram frente ao Hospital Regional Perpétuo Socorro, na Avenida Costa Marques, no centro.
A mobilização dos servidores da saúde está acontecendo em frente do Hospital Regional
Na segunda semana de setembro, os servidores da saúde paralisaram suas atividades, cerca de 30% funcionou. Mas após entendimento da classe, e comunicarem tanto a Secretaria Municipal de Saúde (SEMSAU) como o prefeito Cícero Alves Noronha Filho, com falta de pagamento regularmente até o quinto dia do mês subsequente e há mais de 13 anos sem aumento, os servidores da saúde cruzaram os braços por tempo indeterminado.
Servidores na SEMSAU cruzaram os braços
 De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Guajará-Mirim (Sinsag), Francisco de Oliveira Tobias, as reivindicações foram elencadas conforme a necessidade da categoria e aprovada em Assembleia Geral no último dia 13 de setembro, sexta-feira.
A pauta apresentada consiste em 13 itens:
1. Situação precária das condições físicas, estruturais e sanitária do ambiente de trabalho;
2. Ausência de uma Política de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora;
3. Falta de uma Política de Valorização Salarial e de reposição de perdas inflacionárias;
4. Servidores há 13 anos sem aumento em suas remunerações e no Salário -Base;
5. Sobrecarga de serviços/atribuições, pelo quadro incompleto de profissionais;
6. Ausência do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS);
7. Cobranças e exigências indevidas a profissionais (assédio moral/”perseguições”);
8. Escolha seletiva para concessão de benefícios a determinadas categorias profissionais;
9. Falta de discussão, debate e de transparência em critérios para aumento salarial;
10. Descrições obsoletas e defasadas das atribuições dos Profissionais da Saúde;
11. Servidores se aposentando com os Salários-Base defasados e sem salário integral;
13. Atrasos recorrentes nos depósitos dos pagamentos mensais.
As reivindicações da greve são:
Implantação do PCSS da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSAU);
Reposição das perdas inflacionários desde 2006;
Isonomia salarial, conforme nível de formação;
Revisão de dispositivos legais municipais que geram distorções e injustiças salariais;
Depósito dos pagamentos, referente ao mês trabalho, impreterivelmente, até o 5º dia útil do mês subsequente;
Eleição do Diretor do Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Guajará – Mirim – IPREGUAM.

 Fonte: O MAMORÉ

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