23 de setembro de 2019

Servidores da Saúde deflagram greve por tempo indeterminado

Trabalhadores se reuniram frente ao Hospital Regional
Servidores da Saúde deflagram greve por tempo indeterminado

Os servidores municipais da Saúde de Guajará-Mirim deflagraram greve por tempo indeterminado e paralisaram as atividades na manhã desta segunda-feira, 23. Os trabalhadores se reuniram frente ao Hospital Regional Perpétuo Socorro, na Avenida Costa Marques, no centro.
A mobilização dos servidores da saúde está acontecendo em frente do Hospital Regional
Na segunda semana de setembro, os servidores da saúde paralisaram suas atividades, cerca de 30% funcionou. Mas após entendimento da classe, e comunicarem tanto a Secretaria Municipal de Saúde (SEMSAU) como o prefeito Cícero Alves Noronha Filho, com falta de pagamento regularmente até o quinto dia do mês subsequente e há mais de 13 anos sem aumento, os servidores da saúde cruzaram os braços por tempo indeterminado.
Servidores na SEMSAU cruzaram os braços
 De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Guajará-Mirim (Sinsag), Francisco de Oliveira Tobias, as reivindicações foram elencadas conforme a necessidade da categoria e aprovada em Assembleia Geral no último dia 13 de setembro, sexta-feira.
A pauta apresentada consiste em 13 itens:
1. Situação precária das condições físicas, estruturais e sanitária do ambiente de trabalho;
2. Ausência de uma Política de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora;
3. Falta de uma Política de Valorização Salarial e de reposição de perdas inflacionárias;
4. Servidores há 13 anos sem aumento em suas remunerações e no Salário -Base;
5. Sobrecarga de serviços/atribuições, pelo quadro incompleto de profissionais;
6. Ausência do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS);
7. Cobranças e exigências indevidas a profissionais (assédio moral/”perseguições”);
8. Escolha seletiva para concessão de benefícios a determinadas categorias profissionais;
9. Falta de discussão, debate e de transparência em critérios para aumento salarial;
10. Descrições obsoletas e defasadas das atribuições dos Profissionais da Saúde;
11. Servidores se aposentando com os Salários-Base defasados e sem salário integral;
13. Atrasos recorrentes nos depósitos dos pagamentos mensais.
As reivindicações da greve são:
Implantação do PCSS da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSAU);
Reposição das perdas inflacionários desde 2006;
Isonomia salarial, conforme nível de formação;
Revisão de dispositivos legais municipais que geram distorções e injustiças salariais;
Depósito dos pagamentos, referente ao mês trabalho, impreterivelmente, até o 5º dia útil do mês subsequente;
Eleição do Diretor do Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Guajará – Mirim – IPREGUAM.

 Fonte: O MAMORÉ

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