25 de setembro de 2019

Coluna Almanaque: OS EFEITOS DO SETEMBRO AMARELO

Fábio Marques
Coluna Almanaque: OS EFEITOS DO SETEMBRO AMARELO

Fábio Marques
Todos os anos entidades afins encampam eventos tipos Outubro Rosa e Novembro Azul, que são voltados para a prevenção de cânceres de mama e de próstata. Desde 2015 a Associação Nacional de Psiquiatria promove a campanha do Setembro Amarelo cuja intenção é prevenir casos de suicídios. O produto final de tal programa não tem tido efeitos positivos. Os casos de suicídios só fizeram aumentar. Num único final de semana de Setembro, três pessoas puseram fim às suas vidas em Porto Velho. Em Vilhena, um rapaz de 18 anos também resolveu acabar de vez com suas angústias e tormentos para descambar rumo à direção do eterno talvez. Este tipo de campanha não funciona. E quando funciona é ao contrário. Como se fosse um marketing da coisa. 
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Os colegas de profissão Minerva Soto e Ronivon Barros sempre souberam de minha posição contrária à publicação de casos de suicídios. Quando se divulga estes sinistros, a tendência é ocorrer um efeito dominó nas semanas seguintes. Mas por que as pessoas estão se matando? Qual a conexão causal entre o suicida e o efeito gerador da morte voluntária? O caso remete aos estudos de sociologia, em especial, à leitura de Emile Durkhein. O problema é que os atores sociais destes programas nunca ouviram falar de Emile Durkhein e talvez até nem de leitura. Embarcam no embalo do marketing por acharem bonito e embutido no contexto. E o que resulta? 
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Uma pergunta: para que está servindo a tal da taxa de embarque quando se compra passagem de ônibus em Guajará-Mirim? A rodoviária não oferece nada. Nenhuma coisa para se ver. Nenhuma loja com souvenir, lembranças ou miudezas. Nenhum restaurante de responsa. Nenhum local à sombra ou árvores no entorno. Apenas muita sujeira e banheiros imundos e fedidos. 
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Programa de rádio-jornalismo também é cultura: ao emitir opinião sobre a chegada da estação chuvosa, o locutor disse que não há o que reclamar porque a época das chuvas reflete a vontade de Deus. Será que este sujeito nunca estudou química ou física para entender que os fenômenos naturais se explicam através de cálculos e números de átomos e elétrons e não de fantasias bíblicas? Nos tempos remotos o homem quando não conseguiu decifrar estes fenômenos inventou Deus para suprir sua ignorância. Parece que hoje em pleno século 21, alguns aloprados prosseguem míopes cerebrais quanto a estes fatos. Possuem olhos, mas se recusam a enxergar.
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Atenção locutor do rádio-jornal: habitat natural é pleonasmo. Portanto cuidado quando reportar matéria dizendo que a Polícia Ambiental devolveu os animais aos seus locais de origem. Não burrifique os ouvintes com sua falta de cultura. Apenas habitat vai estar de bom tamanho e dentro dos parâmetros da linguagem. 
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Manchete nos programas de notícias: Polícia de Posse de Mandato Judicial... É de dar dor nos ouvidos ser obrigado a escutar tal ignorância nos ditos programas. Mandato quem tem é prefeito, vereador, deputado e senador. Quanto aos casos de ofícios que expedem os órgãos forenses, está se tratando de Mandado Judicial. Quer que desenhe?
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Aviso à Praça: O Sindicato Único das Prostitutas e Mulheres da vida Fácil (Sindiprost), vem de público comunicar que, ao contrário do que se propaga nas redes sociais e grupos de discussões do Whats app, o cidadão Messias Bolsonaro não é descendente de nenhuma de nossas associadas.
* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Mamoré não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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