15 de julho de 2019

Coluna do Almanaque: A NOTÍCIA E A REDAÇÃO, NUANCES E ATROPELOS

Por Fábio Marques.
Coluna do Almanaque: A NOTÍCIA E A REDAÇÃO, NUANCES E ATROPELOS

Por Fábio Marques
Não gostaria de revolver o mesmo assunto, mas não há como ficar calado diante de algumas matérias de pretenso cunho jornalístico que desejam empurrar neófitos afoitos em alguns sites da cidade. Aviso a estes pseudo-fazedores de notícias: notícia é o relato dos fatos de importância para todos. É o resumo de tudo o que público precisa saber, que o público deseja falar ou opinar. É o informe exato de tudo o que ocorreu. A notícia requer, portanto, tratamento apropriado, apuração, pesquisa, seleção e redação adequada. 
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Ocorre que por estas paragens os caras querem adentrar o ramo de qualquer jeito e não se atém ao fato de que uma boa redação tem regras que exigem além da qualidade na informação, acertos na concordância, na regência, na gramática, na expressão vocabular. Aí dá-lhe pontapés na linguagem pátria e também na convenção do texto para jornais. E o pior de tudo é que se recusam a aprender. Quando a gente vai dar alguns macetes, em vez de agradecerem, se emburram e ficam de cara virada. 
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Tudo é leitura. O fato de uma pessoa ter uma escrita gramatical sofrível não significa de jeito algum que ela não tenha cultura ou seja incapaz do ponto de vista intelectual. Mas é sintoma de alguém que não é chegado à leitura ou que lê muito pouco. Desculpem-me a franqueza, caros colegas novatos na profissão. 
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Todos os anos a Unir e o Instituto Federal de Rondônia coloca na cidade algumas centenas de pessoas formadas em alguma área da Academia. O problema é que uma vez formadas, estas pessoas não conseguem adentrar o mercado de trabalho porque inexistem ocupações para suas formações. Isto é só um exemplo. O outro é das pessoas de baixa renda e cultura, que por não acharem vagas no escasso mercado de trabalho e nem ofertas de emprego, descambam para o crime, para o consumo de drogas, para a violência. 
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Diversos são os vestígios de que os atos do Poder Executivo contidos na acusação que a Comissão de Inquérito da Câmara acatou, não condizem com a observância dos preceitos legais e dos requisitos que estabelece a Lei de Licitações que não dão margem para processos “viciados” ou informais que atentem contra a exigência da igualdade de condições. 
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O caso se resume no seguinte: Duas ambulâncias do Hospital Regional estavam com os motores “pregados” por desgaste ou por falta de reparos. Eis que um fidalgo do alto escalão da Prefeitura apresenta os veículos numa oficina de Porto Velho e sem nenhum processo aberto, decreta da maneira mais informal: - Conserta aí que depois a gente acerta. 
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A confusão entre o Público e o Privado costuma dar problemas. Um dos últimos casos resultou na perda dos direitos políticos de um vereador e do vice-prefeito. Na ocasião, uma cama foi levada do Hospital Regional para atender a particular.
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Qualquer Juiz pode dar-se por suspeito quando tem interesse pessoal na causa ou quando o produto de sua sentença o beneficia de forma política. Incorre em desvio de conduta todo Juiz que participa de forma ativa a favor ou ao contrário da coisa julgada no processo. Por ter atuado de forma parcial no processo que condenou o ex-presidente Lula da Silva, não existe outra palavra para definir o Juiz Sérgio Moro: Vagabundo.

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