30 de julho de 2019

Baixo índice de vacinação contra sarampo preocupa autoridades em Guajará-Mirim

Apenas 707 pessoas receberam a dose da vacina tríplice viral no primeiro semestre de 2019 no município. Cerca de 80 pessoas foram imunizadas somente no mês passado.
Baixo índice de vacinação contra sarampo preocupa autoridades em Guajará-Mirim

A baixa procura pela vacina contra o sarampo preocupa autoridades de Guajará-Mirim (RO), cidade distante a pouco mais de 330 quilômetros de Porto Velho. Segundo o Núcleo de Vigilância Epidemiológica e Ambiental (Nuvepa), 707 pessoas já foram vacinadas com a tríplice viral no primeiro semestre de 2019.

“Hoje nós podemos acompanhar em todas as redes sociais que há um surto de sarampo em São Paulo. A vacina está disponível, mas as pessoas não estão vindo procurar a vacina tríplice viral”, explicou Zilda Magalhães, responsável pela Rede de Frio da Nuvepa.

A baixa procura pela vacina tem preocupado as autoridades de saúde, já que Guajará-Mirim recebe diariamente muitos turistas por conta da proximidade do município com a Bolívia.

Ao todo, apenas 707 pessoas foram vacinadas contra o sarampo, sendo 80 doses aplicadas somente no mês de junho. As doses da vacina tríplice viral, que combatem a caxumba, rubéola e sarampo, estão disponíveis nos quatro postos de saúde do município desde janeiro desse ano.

Segundo informações do Núcleo de Vigilância Epidemiológica e Ambiental, a unidade de saúde em Guajará-Mirim que há o menor índice de vacinação é o Centro De Saúde Irmã Maria Agostinho, no bairro 10 de Abril.

O que é preciso para ser vacinado?
Pessoas de 1 a 49 anos devem receber a dose da vacina tríplice viral, principalmente moradores que fazem constantemente viagens a diversas localidades do Brasil ou exterior.
As doses estão disponíveis nas seguintes unidades de saúde:
Centro de Saúde Carlos Chagas – Bairro Tamandaré
Posto de Saúde Sandoval Meira – Bairro Serraria
Centro de Saúde Irmã Maria Agostinho – Bairro 10 de Abril
Posto de Saúde Delta Martins – Bairro Jardim das Esmeraldas

Vacina contra a gripe
Ainda de acordo com o Núcleo de Vigilância Epidemiológica e Ambiental, poucas crianças retornaram às unidades de saúde do município para receberem a segunda dose da vacina contra a gripe.

“A vacina para crianças foi disponibilizada em duas doses, portanto, a criança que tomou a primeira dose precisa voltar pra tomar a segunda dose, mas são poucos os pais que trazem os filhos para a segunda dose”, disse Zilda Magalhães, responsável pela Rede de Frio da Nuvepa.

No ano passado a meta de vacinação contra a gripe não foi atingida. No entanto, em 2019 cerca 105% de todos os públicos-alvo foram imunizados, com exceção das crianças, já que a vacina para o público infantil é disponibilizada em duas doses.

De acordo com informações da Nuvepa, 95% das crianças não retornaram às unidades de saúde para receberem a segunda dose. A primeira dose da vacina não deixa a criança imunizada contra a gripe.

Fonte: G1.

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