23 de maio de 2019

Guajará-Mirim e Nova Mamoré estão entre os municíos de RO com maior registros de queimadas em 2018

Neste ano, a Sedam, por meio da Coordenadoria de Educação Ambiental, está unindo forças com os municípios e intensificando as ações de conscientização para coibir os focos de queimadas de forma educativa.
Guajará-Mirim e Nova Mamoré estão entre os municíos de RO com maior registros de queimadas em 2018

Temperaturas altas, umidade relativa do ar baixa e chuvas escassas durante o período do verão. O cenário típico do período de estiagem é ideal para a propagação das queimadas na área urbana, rural e ribeirinha. Embora o hábito de atear fogo no quintal, na pastagem ou no terreno seja cultural, os órgãos ambientais e de fiscalização de Rondônia se esforçam em combater essa prática que tanto prejudica o meio ambiente e a saúde da população.

Neste ano, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), por meio da Coordenadoria de Educação Ambiental, está unindo forças com os municípios e intensificando as ações de conscientização para coibir os focos de queimadas de forma educativa.

Um levantamento feito pela equipe da Sedam mostrou que Porto velho, Candeias do Jamari, Machadinho do Oeste, Cujubim, Guajará-Mirim, Nova Mamoré e Buritis foram os municípios que mais tiveram registros de queimadas ano passado.

O coordenador de educação ambiental, Fabio França, diz que a melhor forma de combater os focos de queimadas é trabalhando com a conscientização da população. “A educação ambiental é algo primordial sem dúvidas, porque sabemos que depois que acontece um dano ambiental geralmente é irreparável. Nós procuramos estruturar cada vez mais a coordenadoria para que nós possamos realmente fazer um trabalho de conscientização com a comunidade”, disse o coordenador.

Durante o período de seca, o que mais prejudica o meio ambiente são as queimadas em grande proporção que acontecem geralmente na área rural, feita em lavoura ou limpeza de pasto. “Rondônia está entre os estados que mais apresentou focos de calor ano passado e nós queremos mudar esse quadro. Sabemos que eliminar totalmente esses focos é difícil, mas estamos trabalhando na conscientização da população mostrando os riscos que a queimada causa, os prejuízos que causam ao meio ambiente e saúde humana principalmente os problemas respiratórios”, enfatizou Fábio França.
As escolas de todo o estado serão um dos alvos da coordenadoria de educação ambiental.

“Nossa equipe está realizando um trabalho na área urbana ministrando palestras de conscientização nas escolas. De forma articulada nós estamos coordenando as ações em todo o estado juntamente com os municípios”, informou o coordenador.

A multa em Rondônia para quem queima é de R$ 1 mil por hectare queimado. O valor aumenta dependendo do que se queimou e tamanho da área. Quem queima de forma ilegal pode responder nas esferas criminal, administrativa e civil.

Segundo Fábio França, é possível queimar de forma legal solicitando uma autorização na Sedam. “O interessado vai solicitar uma autorização para queimar no balcão de atendimento e pagar uma taxa, mas não é feito de qualquer forma. Existe um período que pode queimar, e isso o interessado é alertado e orientado na hora que vai fazer o pedido. O local tem que ser preparado adequadamente e avisar os vizinhos como a lei manda para evitar que o fogo se propague e pegue todos de surpresa”, finalizou o coordenador.
Fonte: Rondoniagora

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