24 de maio de 2019

Coluna Almanaque: ANDANDO PELO MERCADO

Por Fábio Marques
Coluna Almanaque: ANDANDO PELO MERCADO

Por Fábio Marques
Os colonos que vieram vender seus produtos sábado passado no Mercado Municipal passaram por maus bocados. Fechado desde Novembro de 2018, o Mercado Público não oferece condições de higiene alguma para seus usuários. As instalações sanitárias estão fechadas. Os dois banheiros químicos que haviam no lado externo foram levados pelo proprietário dois dias antes da feira de sábado. Falta de pagamento por parte da prefeitura, segundo os informes. O que ocorreu? Enquanto agentes públicos e setores responsáveis estavam “cagando e andando” para a situação, os feirantes se viraram como puderam para fazerem suas necessidades nos locais que mais lhes convinham, ou seja, nos corredores, becos e construções ao abandono deste edifício.
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Todos os dias passo pelo Mercado e converso com todos os tipos de pessoas. Nestas andanças corpo a corpo tenho feito sondagens a respeito de como estas pessoas avaliam a atuação do prefeito de Guajará-Mirim frente aos negócios públicos. Aqueles que deram o seu voto de confiança estão dizendo que haverá “troco” caso este cidadão resolva sair à reeleição em 2020. Noventa e nove por cento das pessoas com quem converso no Mercado Público reprovam o desgoverno de plantão, seus discursos, suas alucinações, suas mentiras. Avisam que se o prefeito quisesse ajudar mesmo a cidade, que tivesse vergonha na cara, pedisse arrego e fizesse sua renúncia. 
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Por outro lado, também percebo a imensa aceitação em torno de uma eventual candidatura deste escriba ao cargo de vereador nas eleições do ano que vem. São palavras de confiança que me dão ânimo, coragem e me abastecem para continuar indo a frente na batalha pelo bem estar geral de todos os cidadãos. Uma coisa é certa e faço questão de dizer em meus discursos: não tenho rabo preso com ninguém e sou um homem honesto, inventem o que inventar. Se falarem mentiras a meu respeito, se fizerem calúnias, irão pagar com as devidas respostas. Mas espero de verdade discutir a política, o futuro da cidade com projetos e não com picuinhas. Na contramão, se a escolha forem as calúnias, também estou disposto a combater. E com armas de grosso calibre moral. Bem mais potentes que a mentira, a injúria e a calúnia. As apostas em meu nome estão chegando a 85 por cento. 
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História da vida real: Tenho visto muito pelo Mercado Público, pobres coitados à margem do contrato social que se arrastam mais do que caminham pelos becos deste espaço popular. Vivem a toa. De vez em quando aparecem na casa da família. E quando aparecem, o mundo desaba naquele lar. Estão à procura de dinheiro e quando não obtêm êxito, agridem aqueles que o trouxeram à vida. O amor dos pais transformou-se agora em medo e agonia. Na cidade não há emprego. E a cada dia mais aumentam o tráfico e o consumo de drogas. É um negócio lucrativo e onde ninguém envelhece. Traficantes e viciados acabam morrendo antes da velhice. Está faltando trabalho, emprego. Aí qualquer garoto sem perspectivas se encanta fácil com a sedução das drogas. O Mercado Público hoje está atulhado de bêbados e noiados. Nem tanto como antes do embargo, mas ainda estão por ali. Todos morrendo. Uns mais cedo e outros mais tarde. Mas antes de morrerem, estarão dispostos a roubarem e até matarem para conseguir a combustão para suas falsas alegrias.

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