18 de abril de 2019

Monitoramento da biodiversidade em RO será compartilhado

Oito unidades foram contempladas com o fomento da Coordenadoria de Unidades de Conservação da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) que garantiu o financiamento das atividades pelo Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa).
Monitoramento da biodiversidade em RO será compartilhado

Trilhas estão sendo abertas nas unidades de conservação ambiental do Estado de Rondônia para monitoramento da biodiversidade. Oito unidades foram contempladas com o fomento da Coordenadoria de Unidades de Conservação da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) que garantiu o financiamento das atividades pelo Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa).

Um acervo de informações estará disponível no site da coordenadoria a partir do segundo semestre com o levantamento dos dados adquiridos com o monitoramento.

Transectos de monitoramento são estradas no meio da floresta que proporcionam maior conhecimento sobre a fauna, flora e rios, e possibilitam o compartilhamento de dados e fotos da biodiversidade rondoniense. Há mais de 23 anos, as unidades de conservação foram criadas com intuito ambiental e para geração de investimentos. Sem um banco de dados para oferecer à comunidade rondoniense, agora o Estado disponibilizará um acervo de pesquisas desenvolvidas nas unidades, a nível nacional e internacional, com estudos da biodiversidade, fauna e flora, atendendo às universidades e pesquisadores.

O monitoramento acontecerá em oito unidades: Rio Preto Jacundá em Machadinho D’Oeste, Parque Guajará e Pacaás-Novos em Guajará-Mirim, Serra dos Reis e Reserva Cautário em Costa Marques, Estação Ecológica Três Irmãos em Porto Velho, Estação Ecológica Samuel em Cadeias do Jamari, e Corumbiara. As ações ocorrem em dois momentos, na transição do período de seca para chuvoso e do período chuvoso para a seca. Com os parâmetros e dados científicos coletados será possível compartilhar o banco de dados, que permitirá maiores investimentos e avanço nas pesquisas ambientais, mostrando a importância da manutenção das unidades de conservação.

De maio a junho estão programadas as atividades de monitoramento nas unidades de proteção integral e em junho e julho o monitoramento nas unidades de uso sustentável. A atuação contará com a participação de biólogos técnicos para conhecer a realidade de cada unidade, suas espécies incidentes e como vivem, bem como o monitoramento das borboletas, que são responsáveis pelo parâmetro de conservação. “Quando a gente analisa as borboletas, conseguimos analisar como está a conservação e comportamento da biodiversidade das unidades”, explicou o coordenador Denison Trindade Silva, acrescentando a realização da análise de crescimento volumétrico das espécies florestais, para entender a duração de crescimento do diâmetro, onde os estudos científicos permitem o conhecimento para desenvolvimento de exploração nas áreas.

As unidades de conservação recebem duas classificações: as unidades de proteção integral são as mais restritivas quanto à biodiversidade, nascentes, rios e espécies ameaçadas de extinção, com maior rigor na preservação e proteção, onde a presença humana é limitada para não interferir no ecossistema, abrangendo os parques, reservas biológicas e estações ecológicas. As unidades de uso sustentável são as florestas de rendimento sustentável e as reservas extrativistas, menos restritivas, que permitem pessoas utilizando as áreas conforme o plano de manejo, que orienta sobre o que é permitido ou não executar no local.

O projeto é uma contrapartida do Governo com o programa Arpa, onde o Estado executa o recurso para as ações desenvolvidas às unidades contempladas, e o programa fornece o financiamento para abertura das trilhas de monitoramento, diárias, logística e manutenção das pesquisas. Além dos técnicos, os extrativistas e pessoas que vivem no entorno das unidades foram capacitados no passado e serão contribuintes com o monitoramento. “Começa a tirar a visão que a unidade de conservação é intocável e não pode gerar renda às famílias. Esse é o intuito dessas ações pessoais com as comunidades”, afirmou.

O programa de monitoramento é acompanhado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que realiza as metodologias de aplicação replicadas para todo o Brasil. Após o primeiro período de monitoramento, em agosto serão disponibilizados no site da Coordenadoria de Unidades de Conservação os resultados preliminares.

Fonte: Secom

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