7 de fevereiro de 2019

Interdição de mercado municipal chega há quase 3 meses em Guajará-Mirim

Feirantes montaram barracas improvisadas e alegaram perda na mercadoria por causa da chuva. Prefeitura disse que iniciará um processo de licitação para reforma e manutenção.
Interdição de mercado municipal chega há quase 3 meses em Guajará-Mirim

Feirantes improvisaram barracas na frente do mercado municipal enquanto a situação não é resolvida
Há quase três meses, o mercado municipal está interditado em Guajará-Mirim (RO), município a pouco mais de 330 quilômetros de Porto Velho. A interdição aconteceu pela falta de equipamentos de segurança contra incêndio e pânico.

Cerca de 40 comerciantes possuem box no mercado e, com a interdição, que ocorreu no dia 12 de novembro do ano passado, tiveram que depender de barracas improvisadas em frente ao prédio do local. 

Atualmente, os feirantes pagam um vigia para cuidar das mercadorias que ficam nas barracas durante a noite e, mesmo assim, ainda ocorrem furtos. Um outro problema relatado pelos comerciantes é a chuva, já que as barracas ficam na rua. 

"A freguesia diminuiu. A gente está no sol e na chuva. O prejuízo está saído para todos. A gente perdeu mercadoria por causa da chuva e do vento", contou a feirante Dinorá Sanches.
Para proteger as mercadorias e até mesmo geladeiras e fogões, os feirantes precisam subir nas barracas para por lona, como conta o autônomo Claribel Gomes. 

"Quando chove temos que por lona nas barracas para evitar que as coisas molhem. Minha colega estava arrumando a lona na barraca, ela caiu e quebrou o braço", disse.

Interdição
O Mercado Municipal de Guajará-Mirim foi reformado há cerca de quatro anos e, mesmo sem possuir um projeto contra incêndio e pânico aprovado, foi inaugurado.
Em outubro de 2018, o Corpo de Bombeiros realizou uma vistoria no prédio e encontrou diversas irregularidades. 

Entre elas estão paredes com rachaduras, instalações elétricas comprometidas, falta de sinalização e iluminação de emergência. A prefeitura foi notificada e tinha 30 dias para providenciar os equipamentos e apresentar um projeto contra incêndio e pânico.
O tempo expirou e como nenhuma medida foi adotada, o prédio do mercado municipal foi interditado.

O que respondeu a prefeitura?
O prefeito, Cícero Noronha, que informou que iniciará um processo de licitação para a reforma das paredes, manutenção da parte hidráulica, iluminação e sinalização de emergência.
"Nós abriremos ainda nesse mês de fevereiro o processo licitatório com previsão de conclusão até o final de março. Esse recurso é oriundo do deputado Dr. Neidson para que nós tenhamos um valor maior, tendo em vista que os problemas de mercado não é somente o problema da parte elétrica. Nós temos também o problema da parte hidráulica. Queremos fazer a pintura e outras manutenções", disse o chefe do executivo municipal, Cícero Noronha.
Ainda de acordo com o prefeito, assim que processo licitatório for concluído as obras no prédio serão iniciadas. 

 Fonte: G1

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