Autoridades discutem prazos e próximos passos para a administração do Hospital Regional Perpétuo Socorro
A Justiça realizou uma audiência, nesta terça-feira (9), para discutir as próximas ações quanto a administração e funcionamento do Hospital Regional Perpétuo Socorro, em Guajará-Mirim (RO), cidade distante a cerca de 330 quilômetros de Porto Velho. Na ocasião, foi decidido que a unidade volta a ser administrada pelo munícipio, após 236 dias sob uma interdição judicial e administração do estado.
A reunião foi realizada no Fórum Nelson Hungria e contou com a participação do Juiz Paulo José do Nascimento Fabrício, o Promotor Samuel Alvarenga e também do Secretário Adjunto de Saúde do Estado, Luís Eduardo Maiorquin.
Participaram do encontro o prefeito eleito em abril, Cícero Noronha (DEM), e o vice de Guajará-Mirim, Davino Serrath (PMN), além do prefeito de Nova Mamoré (RO) Claudionor Leme, equipe de administração temporária do hospital e o secretário municipal de Saúde (Semsau), Elias Palhano.
O prefeito Cícero Noronha disse que o processo de transição vai durar aproximadamente três meses e, que nesse período, a unidade será acompanhada de perto pelo governo estadual. Segundo Noronha, uma nova equipe para administrar o Hospital Regional já foi montada. 
“Após essa audiência ficou decidido o retorno do comando do Hospital Regional para o município com acompanhamento de um processo de transição de 90 dias com acompanhamento do Estado. No decorrer desse tempo, o Governo do Estado deverá acompanhar os trabalhos administrativos e dar apoio com materiais e medicamentos. Temos uma nova equipe de administração da unidade que será coordenada pelo secretário municipal de saúde com nosso aval”, declarou Noronha.
O Secretário Adjunto de Saúde do Estado, Luís Eduardo Maiorquin, falou sobre o próximo passo e das expectativas para a administração municipal.
“O prefeito montou a sua equipe e entendo que será eficiente e técnica. Acredito que a partir de agora, o hospital tende a melhorar sua eficiência, é o que esperamos. Estamos de portas abertas para auxiliar no que for necessário nessa nova administração”, comentou o servidor. 

Interdição da Justiça e administração temporária
Após ser interditado pela Justiça, o hospital começou a ser administrado por uma equipe temporária do Estado no dia 15 de setembro de 2016. O prazo inicial para a administração era de 120 dias, terminando no último dia 7 de janeiro.
Quando o prazo chegou ao fim, a Justiça prorrogou a intervenção estadual por mais 120 dias porque o município não tinha um prefeito eleito porque o candidato mais votado em 2016 foi indeferido pelo TRE.

Fonte: G1

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