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Publicado em 26 de julho de 2019

Alunos brasileiros cobram pagamento de professores de universidade boliviana na fronteira

Segundo estudantes, salário dos professores está atrasado desde março; reivindicação também pede por melhorias na estrutura. Direção alegou falta da entrega de documentos.
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Estudantes brasileiros de medicina da Universidad Autónoma del Beni (UAB) em Guayaramerín, na Bolívia, fronteira com Guajará-Mirim (RO), reivindicam pelo pagamento dos salários dos professores, que está atrasado desde março deste ano, além de melhorias na estrutura da instituição. O protesto começou na última quarta-feira (24).

Estudantes ocuparam universidade na quarta-feira (24). 
A manifestação do grupo, que também envolve alunos bolivianos, se estendeu durante a noite desta quinta-feira (25). As dependências da universidade ficaram ocupadas na quarta.

Segundo a aluna brasileira do quarto ano do curso Silvane Fadinho, 50% do valor que é pago por ano é destinado a melhorias na estrutura do local. Entretanto, tais reformas não são perceptíveis pelos estudantes, já que faltam equipamentos para laboratórios, energia e os aparelhos de ar condicionado estão quebrados.
Alunos apontam que estrutura do campus está precária. 
"Os brasileiros que ingressam na UAB precisam pagar Bs 8 mil, já os bolivianos precisam paga em média Bs 240 por ano em Guayaramerín, isso ocorre, segundo o que foi repassado a nós, porque a universidade é pública somente para quem nasceu na Bolívia. O que foi repassado a nós é que 50% do valor pago na matrícula deveria ser destinado à UAB. Porém, se for analisar toda a estrutura é possível notar que esse dinheiro não fica aqui, e pelos cálculos que fizemos daria para ter uma universidade com uma boa estrutura", explicou.

Conforme estudantes, a universidade recebeu R$ 2 mil de cada aluno brasileiro no início do curso. Metade do valor pago deveria permanecer na universidade em Guayaramerin e a outra parte no campus que fica em Trinidade, também na Bolívia.

A estudante Aline Ribeiro destacou que a reivindicação também envolve pedido de convênios com hospitais.

"Isso porque não há convênios e nossos docentes colocam a cabeça a prêmio nos colocando nos hospitais para fazer nossas práticas, mas tudo por conta deles e não por conta da faculdade", reforçou. Além disso, os próprios estudantes fazem "cotinhas" para adquirir objetos como quadros e corpos para aulas práticas.
Outro fator cobrado pelos alunos é o pagamento dos salários dos professores, que estão atrasados desde março deste ano.

Nesta quinta, nenhum professor ou aluno foram à universidade, já que as greves na Bolívia são feitas de modo diferente do Brasil.
Dependências do campus continuam precárias mesmo com valor pago anualmente pelos estudantes de medicina. 

O que diz a reitoria
O decano da UAB, Marcelo Linares, informou que os planos de aulas exigidos pela reitoria e informações dos 36 professores não foram entregues a tempo. Como consequência, o pagamento não foi efetuado.

"Para ser docente da universidade tem que cumprir certos requisitos exigidos pela Controladoria do Estado e é por isso que alguns docentes não podem ser incluídos em planilhas até entregar todos os documentos", explicou Linares.

Em resposta aos docentes que alegam não terem tempo suficiente para cumprir com as exigências, Marcelo Linares disse que a direção geral da universidade se reunirá para decidir o aumento de tempo para apresentarem os documentos que são exigidos pela Controladoria do Estado.

Com relação às exigências dos alunos sobre as instalações da universidade, a UAB informou que já está tomando as providencias para sanar os problemas.

"É uma construção nova e o tipo de terreno no local causou os problemas no piso e em outras partes, mas engenheiros e arquitetos estão indo ao prédio da universidade para avaliar o local e posteriormente realizar os reparos necessários", finalizou Marcelo Linares.

Durante a noite desta quinta, uma reunião entre o decano e os estudantes aconteceu dentro do campus onde houve a ocupação.

Conforme a estudante Aline Ribeiro, os alunos pediram para que o decano assine um documento dando um prazo para solucionar as reivindicações. Enquanto isso, o protesto ficará suspenso até o dia 12 de agosto. Caso os pedidos não sejam atendidos, os estudantes ocuparão o campus novamente.


Fonte: G1

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