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Publicado em 4 de março de 2019

Coluna Almanaque: DOMINGO NO ESTÁDIO

Por Fábio Marques
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Por Fábio Marques
Após a partida entre Guajará e Genus Porto Velho, com a consequente derrota do time da casa, algumas pessoas – dentre elas alguns ex-atletas da equipe e gente simples da torcida – me cercaram quase na saída do estádio e pediram que fizesse uma resenha a respeito da contenda para os sites da cidade. Não sei se os tópicos abaixo irão agradar a todos , mas refletem a mais límpida descrição do que este escriba pôde perceber no percurso daquele embate.
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Um time sem conjunto, sem noção de espírito de equipe, sem organização técnica, sem esquema tático, sem refino no manejo e toque de bola. Eis o retrato do Guajará Esporte Clube. Sem qualquer harmonia, ali era cada um por si. Um time de peladas. Muito chutão, muito “chuveiro”, muita bola rifada, coisas que estão em desuso e defasão no futebol que se pratica e que está sendo jogado nos dias de hoje à nível mundial.
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Naquela peleja, assisti apenas uma única ocasião visível de risco de gol a favor do time da Cidade Pérola, mas que foi chutada para o esgoto. Um meio-campista carregou a pelota e conseguiu arrastar quase toda a defesa para sua atenção. O problema é que sua gana e egoísmo não o deixaram enxergar que pelo flanco esquerdo entrava sozinho e livre um colega de equipe que pedia quase que a clamores a passagem da esfera couraça. E o que fez o cidadão? Arrastou a jogada até perdê-la para o fechado bloqueio da zaga contrária.
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Guajará-Mirim já teve futebol de elite à nível regional. Nos anos 70 e 80 todas as equipes possuíam suas divisões de base desde o infantil até o titular. E a coisa era levada a sério. Este escriba aos 14 anos atuava como volante do infantil do América. E tínhamos espelhos. Fulano queria jogar ao estilo dos craques do carrossel holandês johann Kruiff ou Rudi Kroll, sicrano adotava o estilo do Daniel Passarela, valente zagueiro da Argentina, beltrano já aderia os estilos do Michel Platini ou do Marco Tardelli. E não fazíamos feio. Sabíamos o que era overlaping, ponto futuro, marcação por zona, esquemas de jogo. Hoje muitos daqueles que jogavam comigo ainda estão atuando nos torneios de masters que ocorrem na cidade. E tenho certeza de que, apesar da idade, atuariam melhor ou ao menos de igual para igual naquele trágico domingo contra o Gênus, do que os arranca-tocos do Guajará Esporte Clube.
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Seria cômico se não fosse trágico. Ainda no decorrer da pelada, um jogador se machuca e um deputado baixote e de corpo roliço se apresenta como massagista correndo a toda no meio do gramado com sua maleta de primeiros socorros. Lógico que o público pensante e não o ignorante presente ao coliseu de pronto percebeu que aquilo não passava de pura jogada para a plateia, demagogia. Um deputado não deveria se sujeitar a este vexame público, até porque acaba ferindo de morte a liturgia do cargo que ostenta. A pergunta é? Quem foi o energúmeno que o orientou que este tipo de jogada lhe cairia bem como produto de marketing político?

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