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Publicado em 29 de outubro de 2018

Coluna Almanaque: DIREITA VOLVER?

Por Fábio Marques
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Por Fábio Marques
O livre pensador Mikhail Bakunin questionou há 150 anos: - É racional pagar para que pessoas de terno e gravata nos representem? É racional dar duro para que outros recebam o produto do nosso trabalho? É racional contribuir para uma instituição chamada governo? O que é o governo senão uma figura absurda e ilusória? Governo é o nome pelo qual um bando de espertos se esconde para explorar a maioria mantendo-a em estado de opressão e controle. Governo, igreja, quartel, justiça... Tudo é a mesma coisa.
As reflexões do pai da anarquia, mais do que nunca remetem aos tempos ora vividos neste paizeco de ignorantes. Os cidadãos não precisam destes estamentos. Os cidadãos não precisam destes órgãos de cabresto. Este status-quo foi imposto de forma gradual para segurar as rédeas dos cidadãos. O ser humano é indivíduo, individual. Cada um tem o direito de gerenciar sua própria vida.
Os partidos políticos não existem mais como ideologia. O que existem hoje são cartéis mafiosos onde se escolhe os pseudos-chefes. Não temos mais em quem confiar. Os partidos viraram cabarés modernos onde só se aceitam aqueles dispostos a roubarem por acordo mútuo, conchavos e balcões de negócios. E os cidadãos ainda são obrigados a votar. Obrigados a votar nestes leprosos morais.
Hoje em dia os botecos estão lotados de donos da verdade que nunca souberam nem bater uma punheta direito na vida e por isso preferem gozar com o pau dos outros sem entender que é preciso viver para entender a vida. E para entender a vida não é preciso acreditar em deuses nem adorar ídolos, conquistar dinheiro ou ainda participar de partidos, clubes, igrejas e associações. Todas estas besteiras fazem parte de um contrato social assinado pelo medo de jogar o jogo errado. E as pessoas se preocupam tanto com a questão do status que acabam largando de mão a intuição de suas consciências para cumprir as ordens do medo. Para tornarem-se um objeto do medo.
Não queremos ter patrões. Não queremos ordens, leis, proibições. O caos? Dane-se! O que é o caos senão esta situação em que vivemos? A gente assiste a televisão e só vê violência, corrupção, doença, dor, miséria e morte. E ainda somos obrigados a votar e escolher pessoas para nos representar. Obrigados a votar para que outras pessoas decidam por nós. Passamos aos outros o direito de decidir por nós mesmos. Aonde meu Deus do céu? Se quero me estragar, me estrago. Se quero meditar, medito. Se quero me fuder, me fodo! O que vivemos não é democracia, mas sim ditadura. E agora é que vai piorar.
Quando sonsos medíocres se assentam no poder não há mais limites para a opressão. A essência da filosofia de Bakunin está na premissa de que todo governo é um atentado contra o homem superior. O objetivo do governo é oprimi-lo e sujeitá-lo aos seus caprichos. Para o governo, qualquer idéia original é um perigo potencial, uma invasão ao status-quo. E o ser humano que pensa por si próprio é um perigo dobrado.
Todo homem decente tem vergonha do governo sobre o qual vive.
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