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Publicado em 9 de julho de 2018

Coluna Almanaque - A HORA DE ENCARAR A VIDA REAL

Por Fábio Marques
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Por Fábio Marques
Recebi muitas críticas de colegas, chegados e até de gente que não conheço por ter ficado na torcida pela vitoria da seleção da Bélgica no torneio mundial de futebol da Rússia. Ora! Imannuel Kant já pregava que injusta é a ação que impede a liberdade do outro. As pessoas não são homogêneas. As pessoas vivem vidas diferentes e também pensam de forma diferente. Portanto os desejos e as expectativas não são iguais. Os corações não são iguais. Antes de pensarmos em futebol como válvula de escape para os problemas do dia-a-dia, é preciso começar a encarar a vida real e procurar recompor o Brasil como um país do futuro. Os problemas do Brasil não podem ser nublados por conta de uma seleção de cabeças-de-bagre. Este modo de pensar chama-se evolução no pântano das idéias. O futebol não pode obscurecer o péssimo mosaico que se desenha a cada esquina destes Brasis poucos sabidos.
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Não é só no futebol que a Bélgica ganha do Brasil. Com um nível invejável de IDH, o país incrustado entre a França e a Holanda possui um sistema de saúde de excelência, uma educação de primeira, uma cultura de alto quilate, empregos sobrando, índice zero de corrupção política, índice zero de violência, indústrias no ramo de automóveis, chocolates e cervejas de qualidade em ritmo de exportação acima do que almejam muitos países da América e uma renda per capita em torno de 42.000 dólares por cabeça. Então Viva a Bélgica!
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Dizem que técnico não ganha jogo pois quem define a partida são os jogadores. Os atletas é que tem que decidir numa fração de segundo se passam a bola, se tocam por entre as pernas do zagueiro, se encobrem o goleiro ou chutam rasteira. Estas pequenas decisões ocorrem milhares de vezes a cada partida. Então a que se deveria creditar o ofício do técnico? O timaço da Holanda que encantou o planeta em 1974 e 1978 tinha um técnico, Rinus Michels. Quando um dia um repórter lhe perguntou qual o segredo do “Carrossel Holandês”, ele respondeu: -Além do quesito bom jogador, todos os atletas que convoquei possuíam o QI acima da média.
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Os técnicos de futebol representam de maneira pretensa o conhecimento tático e técnico. Com este apanágio, devem existir uns oito ou dez no mundo inteiro. Eles estudam esquemas táticos e técnicos de jogo, preparo físico, fisioterapia, administração esportiva, psicologia, nutrição e alguma coisa de medicina esportiva. Disse oito ou dez? Pode abaixar aí para quatro ou cinco. Um grande exemplo deste tipo de técnico é Pepe Guardiola, um cara que faz a diferença entre técnico de futebol e treineiro.
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Após a derrota da seleção, a cidade retorna aos poucos à mesma rotina, ao mesmo marasmo, num cotidiano de trabalho e lazer quase sempre inútil. Apenas futebol na TV, fofoca, cachaça e pagode. Pessoas num teatro penoso de vazio existencial à procura absurda de sensações físicas e emocionais que não passam de abismos de prazeres vulgares e efêmeros. Não se apegam à leitura de nada que lhes refine o estado de espírito. Detestam a leitura dos bons autores. Até parece que apenas existem para nada. Animais humanos. E a vida é muito mais que isso.
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