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Publicado em 9 de junho de 2018

Coluna Almanaque - UMA PONTE LONGE DEMAIS – PARTE 2*

Por Fábio Marques.
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Por Fábio Marques
Aqueles que ainda conservam alguma fantasia em relação ao início das obras da Ponte bi-nacional, podem colocar as barbas de molho aí por pelo menos mais uma porrada de tempo. Graças a algumas correntes retrógradas e arcaicas que ainda estão ancoradas no passado, e sabe-se lá porque cargas d’água, preferem que Guajará-Mirim continue neste marasmo, que continue como uma cidade morta e refém do atraso e da nostalgia de tempos idos, é que também iremos continuar boiando como uma nau a deriva.
Aconteceu de tudo neste balcão de discussões que envolveu este mega-projeto. Idéias, discursos, expectativas e frustrações. Projetos bem feitos, utopias, sonhos e fantasias rarefeitas. Propostas concretas e interesses abstratos. Tudo por água abaixo. Também pudera! Todos sabem que onde quer que hajam obras públicas, sejam de pequeno ou grande impacto, também existem interesses. No caso da ponte Brasil-Bolívia, o fiel da balança teve como contrapeso o interesse de Ongs ligadas a questão ambiental e alguns eco-chatos de plantão. E bota eco-chatos aí no gibi. Me recuso a aceitar a idéia, por exemplo, de que um lingüista lá da Noruega que descobriu que lá no lado da Bolívia aonde ficaria o outro extremo da ponte, existe uma família de meia dúzia de índios Corococós, e que entraria na Justiça para impedir a construção do progresso até que a linguagem Corococó fosse toda passada para o norueguês. É mole ou quer mais?
Mas no auge do debate sobre a construção da tão sonhada ponte, também se pôde perceber ânimos exaltados, nervos a flor da pele, muito falatório e também conversa séria. Em alguns momentos a emoção por parte de um ou outro radical conseguiu roubar o espaço do consenso geral. Também ficou fácil identificar que aqueles que procuram pautar esta discussão pelo lado da emoção, o fazem apenas pelo jogo de interesses. A Ponte Brasil-Bolívia é um antigo sonho do povo não só de Guajará-Mirim, mas também de nossa co-hermana Guayaramerin, e sua proposta é promover o desenvolvimento e aproveitar as vantagens e benefícios que advirão com a construção desta estrutura, tais como a quebra do isolamento de setores populacionais e da produção agrícola, além de se transformar em elo de integração definitivo entre Brasil e os países vizinhos tanto nos campos econômico, político e cultural.
Portanto fica adiada a nossa tão sonhada construção da Ponte bi-nacional. A nossa tão sonhada estrutura de aço e concreto que iria resgatar o progresso e melhorar o padrão de vida do povo de Guajará-Mirim trazendo faturamento para nossas empresas, graças a algumas agitações que na verdade só reservam secretas despeitas, vai ter que aguardar por um bom tempo na sala de espera da força de correntes.
Não poderia terminar este artigo sem agradecer o empenho do ex-chefe do DNIT, Miguel de Souza, que acreditou nesta utopia e conjugou esforços junto às altas esferas do Poder Federal para trazer esta obra para Guajará-Mirim. Mais que um sonhador, o Doutor Miguel achava que esta Ponte atendia aos interesses de todos, uma vez que os benefícios seriam concomitantes com uma alta de padrão de vida, pois haveria consumo.
E este consumo iria representar bem-estar para todos que aqui residem.
*Da seleção das melhores crônicas do autor.
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