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Publicado em 25 de junho de 2018

Coluna Almanaque - QUEM CALA CONSENTE

Por Fábio Marques
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Por Fábio Marques
Muito embora a liberdade de expressão esteja sob as garantias da Constituição, em nossa cidade parece que tal liberdade encontra-se vulnerada. Dada as atuais condições, pode-se afirmar que nunca houve sobre os atuantes membros da imprensa de fronteira uma ameaça tão absurda. A supressão ao debate público encontra-se hoje sob o regime de novas formas de censura.
É claro que ninguém em sã consciência vai querer impedir aqueles que se sentirem atacados em sua honra, de buscarem os balcões da Justiça a fim de obterem reparos para ultrajes e ofensas. É um direito de qualquer cidadão. Jornais e jornalistas devem responder por eventuais atos falhos que possam cometer. Aliás, um erro muito comum que ocorre entre jornalistas é confundir a liberdade de opinião como direito único do segmento. Para os jornalistas corretos, a liberdade para noticiar fatos, antes de se constituir em um direito, é um dever, um ofício acima de tudo. A primazia do direito aos informes pertence, na verdade, à população.
O processo de produção de uma matéria ou artigo tem um custo de logística, intelectual, de tempo. Dá trabalho. Então é mais que natural que o jornalista valorize sua criação. A prática do bom jornalismo precisa ser valorizada e posta em evidência a fim de aguçar o sentido de seleção do público alvo da notícia. Até para que este público aprenda ao menos a questionar a matéria, o que realmente há por trás da informação, a ser mais crítico. Portanto, o jornalista tem o dever não apenas de informar, mas também de formar os leitores para que saibam distinguir uma notícia confiável de um factóide ou fake-news.
Infelizmente existem colegas que distorcem fatos, manipulam notícias, omitem informes e até censuram leitores ou ouvintes vetando suas postagens ou cortando a ligação de pessoas que opinam diferente daquilo que apresentam. Um jornalista integral tem que dizer as coisas como elas são, não importa que tão mal ou tão grave seja a verdade, todos tem o direito de conhecê-la para não viverem na ignorância.
É lógico também que existem muitos políticos cheios de más intenções que se aproveitam que os valorosos membros da imprensa, que em sua maioria ganham pouco, para tentar corrompê-los. Só que existe gente de muita valia dentro da imprensa que não professa as idéias desses políticos e nem se deixa subornar. E são estas pessoas que devem irradiar esses princípios aos seus demais colegas.
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Sei que não faz parte da nossa cultura se aglomerar nas ruas e exigir seus direitos. Talvez seja por isso que os nossos políticos se aproveitam e deixam o “barco ir correndo” até que todos esqueçam. Somos um povo pobre no que diz respeito ao espírito aguerrido que muitas vezes vemos se encarnar nos povos de outras cidades do Estado quando defendem sua cidadania. Temos que voltar a atenção para o coletivo, para as precisões do povo e exigir escolas de qualidade, saúde, melhorias nas vias urbanas, condições paras empresas gerarem vários empregos e por aí vai. Anos após anos são ditas as mesmas palavras e a coisa continua na mesma. Isto porque ficamos parados à espera de que algo aconteça. Já está passando da hora de reagir. É chegada a hora de pensarmos de verdade no futuro. É chegada a hora de exigir uma Guajará-Mirim melhor para todos.
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