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Publicado em 2 de abril de 2018

Coluna Almanaque - O DIA DA MENTIRA

Por Fábio Marques
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Por Fábio Marques
No dia 1º de Abril celebra-se o Dia da Mentira. Segundo a Wikipédia, o hábito de festejar o 1º de Abril é universal e teve origem na mudança do calendário gregoriano no século XVI que recuou o início do ano, que antes acontecia entre 25 de março e 1º de abril para 1º de janeiro. Como nem todos aceitaram esta mudança e persistiam em continuar mantendo a data antiga, estes acabaram sendo alvo de gozações de pessoas que faziam-lhes convites para festas que não existiam. De lá para cá é costume entre amigos celebrar esta data passando trotes uns nos outros.
Dá para imaginar um mundo sem mentiras? Um mundo sem advogados de defesa, sem discursos de políticos, sem elogios sem maiores interesses para a mulher bonita e das mentiras triviais do nosso dia-a-dia onde todos se utilizam deste expediente à torto e a direito? A mentira anda tão popular que nos dias de hoje a verdade precisa de RG, CPF e atestado de Nada Consta para ser levada a sério. A verdade é que a verdade está sem crédito na praça e o fato é que a mentira vem movendo o mundo.
Como mil mentiras contadas diversas vezes acabam se tornando verdade, assim fazemos de conta que cremos naqueles que nos enganam, nas instituições, no amor da amante, na conversa do vendedor e nos discursos de políticos. Na eleição passada, por exemplo, a maioria ingênua do populacho acabou se deixando ludibriar pela verborréia do candidato à prefeito que saiu vencedor na disputa eletiva. Hoje este mesmo povo votante, confuso e perplexo, propaga pela cidade que foi vítima de uma enganação, de uma farsa e, portanto, de uma mentira.
Propagam ainda em tom de revolta alguns votantes, que o prefeito de Guajará-Mirim pode se considerar o maior Pinóquio da história da cidade. Prometeu melhorar a saúde, melhorar a educação, arrumar as avenidas e levantar o moral social dos cidadãos e hoje só consegue arranjar desculpas, lorotas, conversas fiadas, “cascatas” prosopopéias e mentiras e mais mentiras.
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Ninguém ficou sabendo de sua segunda e última morte. A primeira foi há 60 anos. O caixão estava sendo levado pelos amigos e seguido pela mulher que voltara às pressas de uma viagem. No trajeto alguns se punham a comentar que o mundo não havia perdido muita coisa, enquanto outros faziam questão de exaltar a dignidade do defunto. Não houvera velório. A morte se dera de repente e o corpo só fora descoberto no dia seguinte. E como o agente da funerária era da mesma turma, o corpo partiu direto de casa para o cemitério. Foi então que ao abrir o caixão para as últimas homenagens que o falecido se desfez das flores, levantou e trovejou:
- Primeiro de abril bando de filhos-da-puta!
Foi aquela correria. A suposta viúva que estava acompanhada do amante - que foi o primeiro a se escafeder - deu um grito e quase caiu na cova aberta. Os amigos e cúmplices caíram na gaitada. Antônio de Pádua (este o nome do defunto) foi nomeado para um cargo federal na capital. Com certeza já deve ter morrido. No dia 1º de abril de 1.958, data do fato aqui descrito tinha 55 anos. Não é possível que tenha chegado neste 1º de abril de 2.018 aos 115.
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