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Publicado em 5 de março de 2018

Taxistas liberam BR Isaac Bennesby depois de seis horas de protesto em Nova Mamoré

Documento foi encaminhado ao consulado boliviano. BR foi fechada em protesto contra falta de segurança.
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Bloqueio foi entre Nova Mamoré e Guajará-Mirim
Depois de mais de seis horas fechada, a BR Engenheiro Isaac Bennesby foi liberada às 12h10 desta segunda-feira (5) em Nova Mamoré (RO), cidade situada a cerca de 300 quilômetros de Porto Velho. A rodovia foi bloqueada por um grupo de aproximadamente 50 taxistas em protesto contra furtos e roubos de veículos na região de fronteira com a Bolívia. O congestionamento nas primeiras horas da manhã chegou a quatro quilômetros.
A manifestação iniciou às 5h30 e, além dos taxistas de Nova Mamoré, contou com a participação de trabalhadores da classe também de Nova Dimensão, localizado na zona rural do município, e de Guajará-Mirim (RO), onde rotineiramente é o ponto final da travessia de veículos furtados e roubados para o território boliviano. 

Motivação do protesto
Segundo os manifestantes, o que motivou o fechamento temporário da BR foi um assalto a um taxista no último sábado (3). O motorista e os passageiros foram rendidos por quatro bandidos e levados até o Distrito do Iata (na zona rural de Guajará-Mirim) e abandonados em uma mata fechada após serem ameaçados de morte durante três horas.
As vítimas ficaram perdidas na mata e só conseguiram pedir ajuda a um sitiante depois de caminharem por quatro horas seguidas. A PM fez buscas pelos suspeitos, mas ninguém foi localizado e nem o veículo roubado foi recuperado.
O delegado regional de Polícia Civil Milton Santana disse que o caso do roubo do táxi ocorrido no último dia 3 está sendo investigado, mas que até o momento nenhum dos suspeitos foi identificado. Ainda segundo o delegado, a faixa de fronteira com a Bolívia propicia e facilita este tipo de crime, justamente pela grande extensão de área a ser fiscalizada.
"Esta região acaba sendo o ponto final dos veículos furtados e roubados em todo estado porque os bandidos encontram facilidade em cometer estes atos criminosos às margens do Rio Mamoré. Vamos entrar em contato com o consulado e discutir o que será feito em relação ao caso, pois a informação que temos é que o táxi roubado está em território boliviano", explica Milton. 

Documento ao consulado boliviano
Segundo Fabio Braz, Chefe Substituto de Operações da Polícia Rodoviária Federal em Rondônia, a rodovia foi liberada depois que um documento foi encaminhado pelos taxistas ao consulado boliviano pedindo providências para recuperar o táxi roubado no Brasil no último dia 3 de março.
A PRF também informou que o posto de fiscalização da PRF entre Guajará-Mirim e Nova Mamoré será reativado ainda este ano.
Um dos coordenadores da manifestação, Edivaldo Pereira de Lima, de 36 anos declarou: “Resolvemos fechar a BR devido o roubo do táxi do nosso amigo, que trabalha honestamente e tem no seu veículo o único meio de ganhar o pão de cada dia. Queremos ainda que as nossas autoridades olhem para nós e nos ajude. A sensação é de insegurança total, o Governo tem que dar mais segurança para a população”.
O taxista Jenito Furtado Roca, de 45 anos, de Guajará-Mirim, integrante de uma cooperativa de taxistas da região, foi dar apoio aos colegas. “Este roubo poderia ter acontecido com qualquer um de nós. Estamos sendo solidários com o colega e cobrando providências das autoridades. Nosso carro é o nosso ganha pão, precisamos da atenção das autoridades brasileiras e bolivianas para que esse problema de furtos e roubos seja solucionado na nossa região”, comentou o manifestante. 

Passageiros prejudicados
A ação acabou prejudicando os passageiros que pretendiam viajar até a capital nesta manhã e foram pegos de surpresa com a interdição temporária da rota.
A estudante Ana Carolina Vitória Santos, que cursa nutrição em Porto Velho, diz que veio passar o final de semana com a família em Guajará-Mirim e teve o retorno para casa atrasado por conta do manifesto.
“Eu não sabia, fui comprar a passagem de ônibus e avisaram que a BR estava fechada e que os taxitas estavam protestando pedindo mais segurança, algo assim. O jeito é esperar até liberar a estrada de novo, vou ficar na casa dos meus pais até resolverem tudo”, contou a estudante universitária.
Outro passageiro que não pôde seguir viagem foi o turista Armando Costa, que mora em Cacoal (RO) e veio até a fronteira para conhecer a Bolívia e fazer compras. Com a rota fechada, o jeito foi retornar para o hotel e pagar mais uma diária.
“Voltei porque não dava para ir. Fui na rodoviária e o rapaz que vende passagens avisou sobre o protesto lá em Nova Mamoré. Para quem tem compromisso e precisa viajar urgentemente isso é ruim”, diz. 
Fonte: G1

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