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Publicado em 16 de março de 2018

Coluna Almanaque - SOBRE HOMENS E PATIFES

Por Fábio Marques
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Por Fábio Marques
Esta semana Guajará-Mirim foi notícia de maneira negativa nos meios da imprensa por conta de um cidadão que, de maneira sórdida, covarde e de caso pensado, adentrou a Câmara Municipal com a nítida intenção de incriminar uma pessoa pública através de uma conversa gravada de forma ilegal e imoral. Buscando talvez colocar em descrédito a imagem política do homem público, nem sequer atentou o cidadão paras as seqüelas que perpetrou e que se refletiu em todo o estamento. Sua falta de escrúpulos incidiu numa agressão tanto aos edis como também aos empregados da instituição, alguns até ficando cabreiros quanto a presença de tal cidadão nas cercanias, a qual não conseguem enxergar com a mesma confiança.
Contudo, o caso acabou ganhando a dimensão de um escândalo político que colocou em situação delicada todo o aparato da Câmara Municipal. A gravidade do problema causado tem ganhado força, em especial, nos extratos mais ignorantes da população.
A gravação, levada ao ar tanto pelos sites de notícias, como pelo Whats apps e pelo Facebook, tratava de um suposto pedido de propina por parte de um vereador para a aprovação de projeto de interesse do cidadão. Mas na análise contextual do áudio-tape, não se escuta em instante algum o vereador se referir a valores em espécie. Quem sempre cutuca esta questão é o próprio autor da gravação. A conversa foi focada no assunto de vantagem pessoal conforme a aprovação do projeto e pelo que dá a parecer, a gravação foi editada. Mas isso é um detalhe que só uma perícia técnica poderá confirmar.
Quanto ao projeto, tratava-se da troca de 14 hectares de terras de propriedade de parentes do autor da gravação, por 07 quadras que pertencem à prefeitura. De acordo com o edil envolto na escuta ilegal, os terrenos que o cidadão pretendia “empurrar”, estão situados em região de pântano, charco ou “chavascal”, enquanto os terrenos da prefeitura estão plenas vias de utilização. Pelo que se pôde apurar, não havia decência na proposta. “Fui contrário à esta afronta à coisa pública e falta de respeito para com o futuro da cidade. Estas quadras da prefeitura, bem que poderiam ser utilizadas para a construção de empresas que desejam investir na cidade gerando empregos e divisas, enquanto os terrenos propostos não servem para nada”, relatou o edil.
Ora! O citado cidadão não precisa disso. Não precisa se utilizar destes métodos sub-reptícios. Já é rico no sentido de ter dinheiro. Não é rico no sentido da riqueza que enobrece o espírito, que é a riqueza de cultura, de informação, de caráter, de educação, de finesse, de cortesia, de humanismo. Mas tem dinheiro. É um pobre com dinheiro. Não precisa estar fazendo trapaças. Não precisa estar gravando ninguém às escondidas.
Deveria haver punições severas no Código Penal para gravações ilegais. A própria Polícia Federal quando quer grampear alguém e utilizar esta gravação sobre coisas que investiga, tem que ter o respaldo da Justiça. Em conversa com o vereador sobre a situação, este relatou que estará tomando as medidas cabíveis e legais através da Justiça a fim de que não pairem dúvidas a respeito de sua honradez e dignidade como cidadão e como político que se preocupa com as causas de todos os segmentos da população.
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