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Publicado em 15 de março de 2018

Catadores são beneficiados com projeto de coleta seletiva em Guajará-Mirim

Material recolhido é vendido e a renda destinada aos catadores da Ascanov. Projeto acontece há quatro anos; 15 pontos de coleta foram instalados no município.
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 Catadores trabalham no lixão e nas ruas de Guajará-Mirim
A coleta seletiva está beneficiando diretamente cerca de 150 pessoas de 40 famílias que vivem exclusivamente deste serviço em Guajará-Mirim (RO), a 330 quilômetros de Porto Velho. Os catadores, que atualmente ganham entre R$ 500 e 600 por mês, agora podem aumentar a renda em pelo menos R$ 300 através do projeto de extensão “Amigos dos Catadores”, idealizado por acadêmicos de Pedagogia da Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir).

Projeto
O projeto iniciou em 2014 com objetivo de ajudar os catadores no sentido financeiro, uma vez que muitas famílias vivem exclusivamente da coleta de lixo, além de instalar a coleta seletiva de forma permanente e de conscientizar a população sobre a importância do tema.
Depois que a ideia foi colocada em prática há quatro anos, já foram instalados 15 pontos de coletas seletivas em diferentes bairros da cidade, sendo um deles na própria Unir. O município jamais teve este tipo de serviço, nem no setor público e nem no privado, desde que foi fundado em 1929.
Quando os coletores já estão cheios, a Associação dos Catadores de Produtores Recicláveis Nova Vida (Ascanov) recolhe o material e vende para empresas locais, depois o dinheiro arrecadado é dividido entre as famílias que trabalharam na coleta. O preço pago pelo quilo do plástico é R$ 0,30, enquanto que o quilo da garrafa pet sai por R$ 0,40.
Depois de cheio, o coletor é esvaziado pela Ascanov, que recolhe todo o material armazenado
 Em entrevista ao G1, uma das idealizadoras do projeto, a acadêmica Gisele Freitas, explicou que inicialmente a ação foi pensada para ajudar a melhorar a renda das famílias cadastradas na Ascanov. Entretanto, ao longo do projeto a repercussão foi grande e atraiu parceiros interessados em participar, como o Instituto Federal de Rondônia (Ifro), Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas) e empresários do setor privado.
Gisele explicou ainda que o projeto também inclui a parte educacional e didática para ser trabalhada com os moradores, sendo disponibilizado um kit com um saco de rafia, panfleto mostrando o que coletar e o que não coletar e um adesivo informativo sobre os pontos da coleta seletiva.
“Chegamos em um consenso de que podemos ajudar os catadores, além de levar informação à comunidade local. Conseguimos 100 kits e disponibilizaremos para 100 famílias inicialmente, já que a população daqui não tem essa cultura. Temos que trabalhar a parte educacional sobre o tema e mostrar como a coleta deve ser feita, separando o lixo reciclável do não reciclável”, concluiu.

Ascanov
Segundo a atual presidente da Ascanov, Cibele Landivar, os materiais recolhidos na coleta seletiva são o plástico e alumínio. Outros materiais como o papelão, borracha, papel e ferro ainda não fazem parte do projeto porque o município não tem mercado e atualmente a cooperativa não tem condições de vender para outra localidade. 
Presidente da Ascanov, Cibele Landivar, fala sobre a importância do projeto e do beneficiamento das famílias de catadores
O principal objetivo da associação é construir um galpão para armazenamento, pois não existe um depósito adequado e o material coletado é empilhado ao céu aberto no lixão do município, situado em um terreno às margens da BR Engenheiro Isaac Bennesby, na zona rural.
“Se tivesse já o galpão, passaríamos a coletar também o papelão, mas neste momento ainda não é possível. As coletas são feitas no lixão e também nas ruas, tudo é arrecadado e depois vendemos aqui na cidade mesmo. Os pontos de coleta seletiva ajudam bastante, pois a gente só passa para recolher quando tudo já está cheio”, comenta.
Cibele ainda comentou sobre um dos tabus a ser quebrado, que é a vergonha que muitos catadores ainda sentem da própria profissão. Ela acredita que a classe precisa se unir mais para que o trabalho seja mais reconhecido e valorizado.
“A gente percebe que muitos ainda se sentem acanhados para buscar parcerias e os nossos direitos. Este é um trabalho tão importante como qualquer outro, fazemos com dignidade e honestidade. Ninguém deve sentir vergonha de trabalhar, não estamos tirando nada de ninguém, apenas ganhando o pão de cada dia, mas nem todos pensam assim”, declarou a presidente. 
Fonte:G1

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