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Publicado em 3 de novembro de 2017

Coluna Almanaque - COINCIDÊNCIAS

Por Fábio Marques
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Por Fábio Marques
Imagine uma cidade. Pode ser qualquer cidade com todas as suas nuances e defeitos que lhe são inerentes. Uma cidade limpa com suas principais ruas bem sinalizadas, mas também com a maioria das avenidas esburacadas. Uma cidade com ruas iluminadas, mas também uma cidade totalmente às escuras e onde há casos de cidadãos que chegaram a pagar até 50 reais da indefectível taxa de iluminação pública e para ter acesso a um poste com energia, foram obrigados a custear o mesmo do próprio bolso.
Em tempos recentes esta cidade foi agraciada com a eleição de um notório falastrão que propagou para a plebe ignara através de verborréia com poderio de encantar serpentes, que tinha soluções plausíveis e saídas viáveis para todos os problemas da aldeota. Embora seu palavrório não achasse ecoações nos cérebros críticos e conscientes que discernem ou ainda entendem alguma coisa, a maioria idiotizada deixou-se enganar.
Com o objetivo de arrumar a buraqueira de uma avenida que há bastante tempo vem passando por problemas críticos, o chefete desta cidade ordenou a execução de uma operação tapa-buracos, mas que após a chegada da época chuvosa, só serviram para acentuar ainda mais o antigo gargalo. A proposta até que seria uma boa tacada de mestre, mas o tiro acabou saindo pela culatra e hoje é a prova cabal da inoperância da gerência desta urbe, que na falta de uma política efetiva para o problema, apenas efetuou uma mera medida goela-abaixo e paliativa, que muito difícil sanará as mazelas daquele setor.
Nesta ilha do sossego existe uma imprensa de verdade que trabalha com afinco no sentido de orientar a população e melhorar as condições de vida de todos os cidadãos. E para isso denuncia todas as falcatruas, mutretas e desmandos. Mas nesta mesma ilha da fantasia existe uma imprensa fajuta e chapa-branca que esconde tudo o que ocorre de errado. Isto quando não engana o povaréu ingênuo dizendo que tudo encontra-se às mil maravilhas. Como em toda democracia, esta cidade está plugada na concepção de que todos têm o direito de expressar suas idéias e opiniões sobre os assuntos que bem entender. Por outro lado, o narciso semideus deste sáfaro Saara de ignorância deseja processar, liquidar, esfolar, fuzilar todo aquele que se atrever a apontar seus atropelos e malfeitos.
A idéia de trazer uma cambada de secretários e outros “doutores” de além-fronteiras, é outra barbárie que não condiz com a realidade desta cidadela. A injustiça deste desgoverno para com as pessoas que residem naquele lugar e tem know-how para exercerem tais cargos é de um desvario sem tamanho. O resultado disso fica por conta da evasão de divisas ou fuga de capitais; ou seja, dinheiro que poderia circular nesta cidade, mas que ao invés disso alimenta outra praça mais alhures.
Por fim, mas não por último, nesta cidade do faz-de-conta existe um governo que não governa e um populacho acomodado que adora se ludibriar ou que ao menos até agora tem se mostrado alienado a toda essa desgraça. Ou seja, neste Mediterranée ensolarado, os ditos cidadãos de bem só podem contar com os valorosos baluartes da imprensa de verdade - alguns até jurados de morte - a lhes apontar a bússola consciente das coisas exatas.
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