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Publicado em 21 de novembro de 2017

A TONGA DA MIRONGA DO CAXINGUELÊ*

Por Fábio Marques
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Por Fábio Marques
* Das duas uma: ou este escriba é o cara mais bonito da cidade ou então o mais inteligente. Pode ser também que eu seja as duas coisas. O fato é que não sei por que cargas d’água, tudo o que discuto ou escrevo é motivo de polêmica. Tem gente inclusive que faz questão de sentar-se à mesa ao lado da minha somente com o intuito de escutar minhas conversas para levar para diante. No entanto não me acho um cara inteligente. Ao contrário. Quanto mais eu leio, mais me deprimo por descobrir o quanto ainda sou ignorante.
A menção de fatos e coisas se deve a um incidente que ocorreu há tempos passados e envolveu gente cujas alegorias em sua imagem podem até não ter nada a ver com o seu caráter, mas sem que se perceba, ficam gravadas “ad infinitum” no consciente inconsciente. Gostaria de realçar que nada tenho contra nenhum servidor público desta grande aldeia Guajará. Todos sempre me trataram com respeito sem deixar de cumprir com suas obrigações. No caso em enfoque, o problema foi puramente pessoal deste tipo de gente contra este crítico social. Na época, creio que faltava-lhe ainda o fio condutor para o ajuizamento lógico da razão e da crítica hermenêutica. Ou poderia ser também inveja de um intelecto formado às custas de muito lastro literário do lado de cá, em detrimento de carências de verniz cultural do lado de lá. O fato é que fui tratado como marginal pelo cidadão que na falta de capacitação para atender com cortesia o público, resolveu aflorar seus instintos mais neolíticos em forma de “gêiseres”.
Por não ter mais idade e muito menos culhões para agüentar este tipo de coisa, foi que como cidadão ciente de meus deveres e obrigações, procurei a chefia geral da instituição onde este ferrabrás prestava serviços laborais a fim de que o mesmo pudesse buscar uma solução para esta querela com base no pressuposto do bom senso e da razão e sem descambar para o corporativismo ou para os embaraços da burocracia. O Chefia, gente de fino trato, me recebeu com a maior amabilidade e prometeu-me que iria resolver este qüiproquó. Agradeci sua atenção e pedi-lhe desculpas por ter que levar este tipo de transtorno para sua oficina de trabalho.
Quero dizer que em passado remoto tal figura já fez parte do “metié” e do convívio de meus convivas. O problema é que a despeito de amizades de anos e anos com colegas que às vezes me censuram, mas que também correspondem aos excessos de qualidades recíprocas entre “nosotros”, este sujeito uma vez incrustado na confraria achou-se no direito de intervir em coisas onde não havia sido chamado, algumas vezes faltando com respeito até às opiniões favoráveis de amizade destes confrades para com as minhas convicções de caráter insigne nesta plêiade, buscando talvez a desunião da sincronia que ali existia.
Mas, uma vez findados todos os momentos de opções por cores políticas, o sectarismo – sobretudo este que se desprende das raízes para se afixar no plano verbal – parece ser aparato de pouca valia na construção da democracia. Aliás, não costuma ser eficiente nem em mesa de boteco, conforme atestam tantas amizades desfeitas a goladas.
*Da seleção Melhores Crônicas do autor.
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