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Publicado em 2 de outubro de 2017

Coluna Almanaque - POR QUE O POVO NÃO GOSTA DE LER

Por Fábio Marques

Por Fábio Marques
 Em minha vivência no emprego público, algumas vezes me vi obrigado a frequentar a sala de pessoas letradas, com know-how técnico acerca de assuntos do trabalho e algumas até com canudos de academia. Nestes quase 10 anos de atuação como Relações-Públicas, convivi e dividi saletas com advogados, técnicos, burocratas e secretárias disto e daquilo. O que me surpreende até hoje é que, em alguns ambientes de gente de alto pedigree em canudos e diplomas e aonde se deveria ser altíssimo o índice de leitura de jornais e revistas de informação, quem ainda aparece com estes compêndios é exatamente este ignorante que vos subscreve.
Pra ser sincero, acredito que meus nobres colegas de “trampo” devem se achar mais que satisfeitos com aquilo que lhes fornecem a televisão que assistem em suas casas e os sites de notícias que esmiúçam entre um serviço e outro no expediente, daí talvez aonde se guarnecem com tudo aquilo que precisam para manter-se a par do que acontece mundo afora. Mas no âmbito geral parece que vem ganhando potência nos últimos tempos entre os adeptos da rede digital o desprezo com as gazetas e revistas cujos conteúdos parecem exigir dos internautas exercícios de reflexão, algumas vezes incompatível com o alcance de seus neurônios.
Ocorre que a maioria das pessoas hoje em dia é avessa à leitura e preferem se informar através de releases compactos e de fácil digestão à informação que exija esforço de análise e compreensão que instiguem coisas para se questionar ou que no mínimo se constituam em objeto para discussão nas reuniões sociais ou nas mesas de boteco.
Muito difícil descrever para quem não conhece o prazer que é saborear o folhear de uma revista recém-comprada ou mesmo sentir o cheirinho da tinta fresquinha do jornal recém-impresso. Lógico que a pretensão deste artigo não é fazer apologia da leitura impressa. O que se deseja aqui é incentivar o hábito da leitura a partir daquilo que interessa ao eventual leitor de impressos ou da mídia digital. Quem não lê nada é porque nada lhe interessa, correto? Errado. Alguma coisa interessa a alguém. Mas é no mínimo falta de interesse por uma análise mais embasada cuja ampliação dos assuntos repercutem em elucubrações, que diferenciam aqueles que se comprazem em discernir com senso crítico e poder de reflexão o potencial de um texto bem escrito, daqueles a quem não é dado tal faculdade intelectual.
Sem leitura, mais difícil ainda se ter senso crítico. E sem senso crítico, mais vulnerável ficará o cidadão a tornar-se massa de manobra, tabula rasa, energúmeno, submisso e serviçal incapaz de nunca discutir ordens de seus patrões, engolir a seco abusos ou se amarelar em sorrisos para aqueles que costumam violar a ética e os direitos humanos e a quem, no íntimo, despreza.
Em suma, quem lê tem liberdade, mesmo que preso às convenções de praxe. Quem não lê, seja por ignorância ou preguiça mental, contribui para que se perpetuem a cada dia mais a sagração da miséria sócio-cultural, a corrupção, as falcatruas e roubalheiras em todos os setores.
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