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Publicado em 28 de setembro de 2017

Preço de combustíveis é alvo de investigação do Procon em Guajará e Nova Mamoré

Vistorias estão sendo feitas em postos de toda região. Órgão também investiga os demais serviços oferecidos nos estabelecimentos.

Procon está realizando vistoria nas duas cidades
Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) iniciou nesta semana uma operação para investigar os preços cobrados nos postos de combustíveis de Guajará-Mirim e Nova Mamoré (RO), cidades vizinhas localizadas a mais de 300 quilômetros de Porto Velho. O foco das fiscalizações está nos preços da gasolina e do óleo diesel, mas também nos serviços oferecidos pelos estabelecimentos.
Segundo o Procon a operação foi motivada porque o órgão recebeu várias denúncias de consumidores alegando que os preços dos combustíveis cobrados nos postos de Guajará-Mirim são abusivos e maiores do que os preços cobrados em Nova Mamoré e na capital.
Até esta quarta-feira (27), pelo menos dois postos já tiveram várias irregularidades encontradas e receberam um prazo para se adequar às normas exigidas, além de serem notificados.
Um relatório também será enviado para que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) tome providências em relação aos casos. 
O coordenador estadual do Procon, Rui Costa, declarou que durante as fiscalizações feitas nos postos de Nova Mamoré constatou que o valor da gasolina custa em média 30 centavos a menos em relação os postos de Guajará-Mirim, onde a gasolina chega a R$ 4,20.
“Essa ação visa averiguar o porquê desse aumento excessivo dos preços nos postos da região. A operação ainda está em andamento e não fechamos o relatório final e nem os cálculos do que já foi feito. Não estamos só fiscalizando os preços, mas aproveitamos essas denúncias e iniciamos uma investigação minuciosa nos estabelecimentos em tudo aquilo que for relativo ao consumo dos serviços oferecidos”, explicou o servidor. 
As equipes do Procon investigam também a legalidade de funcionamento dos postos e se o teste de qualidade dos combustíveis são oferecidos ao consumidor, caso ele queira solicitar, pois todos os postos têm obrigação de ter um funcionário capacitado para este serviço.
“Está sendo abordado tudo, alvarás, licença de funcionamento da ANP, se há o teste de qualidade feito na hora para o cliente que solicitar, o posto tem que ter obrigatoriamente um kit para o teste e o funcionário para mostrar que a gasolina é de boa qualidade e não possui adulteração”, encerrou. 

Dono do posto diz que baixar preço prejudica salário de posto
Justificativa dos postos
O gerente de um dos postos de Guajará-Mirim, Darlan Moraes, alega que os preços são altos porque a tabela já vem fixa da empresa fornecedora e que não há como baixar o valor, pois o pagamento dos funcionários fica ameaçado.
“A gente trabalha com os valores da empresa e jogamos as nossas porcentagens em cima, além disso temos a preocupação com os impostos que todos os postos têm que pagar. Em Nova Mamoré os postos cobram 30 centavos a menos, mas se fizermos isso aqui não teremos como pagar os funcionários, porque hoje em dia está difícil”, justificou o gestor.
Reclamação dos condutores
Para os condutores de Guajará-Mirim, o preço cobrado atualmente pelos litros da gasolina e óleo diesel são abusivos e extremamente altos, tendo o litro da gasolina custando R$ 4,20 e o óleo diesel R$ 3,40.
O motorista José Frota, que tira o sustento da família com serviços de frete, diz que os preços que chegam até o consumidor final são um “absurdo de alto”, porém paga o valor cobrado porque depende do carro para trabalhar e ganhar o pão de cada dia.
“Quem vive do frete fica em uma situação difícil. É um absurdo pagar esse valor, sinceramente. Meus clientes também reclamam porque a gente é obrigado a aumentar o valor do frete também, uma coisa puxa a outra”, diz o autônomo. 
Outro cliente insatisfeito é o motorista João Guilherme Santos, que também acha o preço cobrado atualmente muito alto.
Segundo ele, muitos condutores buscam alternativas para driblar o aumento dos combustíveis no município, inclusive recorrendo a gasolina boliviana, que custa em média RS 2 no mercado clandestino.
“É muito caro realmente. A Bolívia fica do nosso lado e tem o preço bem mais em conta, Porto Velho também tem o preço mais em conta. Em Guajará o preço está salgado, mas a gente precisa do carro diariamente e tem que pagar, é um absurdo”, desabafou.
Ainda segundo o Procon, as fiscalizações iniciaram na última terça-feira (26) nos postos das zonas urbana e rural de Nova Mamoré e acontecem até a próxima sexta-feira (29) nos dois municípios.
 
 
Fonte: G1



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