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Publicado em 11 de setembro de 2017

Coluna Almanaque - SINAL DE ALERTA

Por Fábio Marques
Por Fábio Marques
Nesta época do ano em que mais se faz sentir o calor dos trópicos na nossa Amazônia, por incrível que pareça também começam a pipocar de maneira mais intensa e de forma aleatória as queimadas em terras rurais e lotes urbanos que mesmo sem licença ambiental continuam a atentar contra a Lei. Felizmente estes focos de queimadas que destroem as florestas e a biodiversidade não é arrumação de nenhum de nós, cidadãos conscientes, e sim de fazendeiros gananciosos e proprietários ignorantes que aproveitam esta época para tocar fogo em pastos e terrenos baldios com o objetivo de limpar a área. O número de queimadas aumentou de forma considerável em relação ao ano passado. A cada ano que passa está ficando cada vez mais difícil respirar.
Hoje há incêndios nas matas e estes incêndios avançam sobre as florestas e a fumaça e a fuligem que são levadas pelo vento acabam chegando às cidades. Fazer queimadas para manejar pastos ou lavoura ou mesmo para limpar terrenos é crime previsto em lei e o valor da multa é de R$ 1.000,00 por hectare, o que ainda é muito pouco em vistas do prejuízo causado à população. Não bastasse o calor dos infernos desta época do ano, os efeitos dos fenômenos naturais se acentuam com os atos de insensatez e ignorância desses energúmenos discípulos de Nero e tem causado problemas de saúde para muita gente.
No Hospital Regional não cessam as filas para atendimento de inalação. Haja oxigênio! O fluxo de pacientes neste complexo médico triplicou nos últimos meses. Problemas de garganta que arde, ardência nos olhos, dores de cabeça, pressão arterial nas alturas, coriza, tosse seca constante e o cansaço físico que começa já ao acordar tem sido a tônica das queixas destes pacientes que tem sofrido com a baixa umidade do ar. Esta baixa umidade resseca as vias respiratórias, o que aumenta a incidência de casos no hospital. “Com este tempo seco parece que você vai desmaiar a cada duas quadras que você tem que andar”, reclamou-me uma colega de trabalho na semana passada.
Nesta época do ano, apesar das pessoas tomarem água direto, alguns sintomas como a sensação de secura parece não ter fim. Afora a dor de cabeça e a falta de ar, às vezes também costuma dar tonteira e a pessoa fica mais sonolenta ou vai ficando rouca. A sensação de moleza não tem remédio. Para as pessoas que possuem Ar condicionado, a principal reclamação é a da “noite pequena”, uma vez que o cansaço é tamanho que só dá ânimo de “meter um banho” e ir pra cama, às vezes sem nem assistir televisão. Por outro lado, quem não possui o aparelho, vive noites de tortura e agonia por causa do calor. Não tem ventilador que dê jeito. Algumas pessoas estão dormindo com a janela do quarto aberta. Outras ainda aderem a macetes criativos tipo colocar toalha molhada na cabeceira da cama ou vasilha com água no cômodo a fim de aliviar a sensação incômoda causada pelo ar abafado.
Tudo isso ocorre por causa da estupidez de alguns imbecis sem escrúpulos e quem acaba pagando o pato somos todos nós.
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