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Publicado em 14 de setembro de 2017

Coluna Almanaque - PARA OS PAUS MANDADOS

Por Fábio Marques
Por Fábio Marques
Um grande amigo deste escriba, em bate-papo etílico e cultural dia desses num boteco do centro da cidade, após escutar o buzinaço de um automóvel guiado por uma madame que, nervosa insistia para que o marido pegasse o caminho de casa, disparou uma grande verdade milenar: “Não existe coisa pior nesse mundo que homem que é mandado por mulher”. Em particular acho que ninguém respeita o homem que é mandado e muito menos a mulher que dá as ordens. Em suma, ninguém respeita o pau-mandado.
Por coincidência, no último feriadão estava em meu estúdio no quintal de casa relendo uma antiga revista quando me deparei com um artigo que dissecou tão bem a figura do pau-mandado, que resolvi transcrever parte do texto para a Coluna deixando minhas impressões para o final. De antemão gostaria de deixar claro que este artigo irá causar raiva e transtornos aos homens borocochildos que depois que casaram se anularam como indivíduos, mas o que importa são os fatos, portanto vamos lá.
O artigo em questão diz que o pau- mandado é uma odiosa invenção feminina que não atende aos interesses dos homens de verdade. Significa um sujeito insosso, submisso e subserviente por quem mulher alguma sente tesão. O pau-mandado não passa de um cachorro de madame com a vantagem de falar e não urinar no tapete da sala.
Querem saber a origem dos paus-mandados? Prossegue o artigo dizendo que estes capachos humanos, disfunção cultural do macho, tem suas raízes na educação feminina. Se a gente deixar, a maioria da mães, mais cedo ou mais tarde, estarão fazendo uma nova produção de paus-mandados. E este trabalho em seguida contará com a adesão de uma rede de mulheres como babás, professoras, tias e todas as que fazem parte deste complô maligno que objetiva manter nas rédeas estes homens desde meninos. Diante dessa covardia dá vontade de se matar pensando nos garotos indefesos que deixam-se arrastar para esta arapuca psicótica. Felizmente a maioria dos homens se recupera, uns mais cedo, outros mais tarde, desta tentativa de manipulação de atitudes. No entanto muitos acabam tombando. Sem remédio nem cura, estes inconscientes coitados se transformam em paus-mandados.
Negócio seguinte: você conhece algum pau-mandado? Conheço pelo menos uns oito. Agora existem paus-mandados e paus-mandados. Existe aquele gente fina pacas que é somente vítima das circunstâncias e aquele outro que ninguém suporta, antipatia à primeira vista. Refiro-me aquele tipo bonzinho, pontual, que detesta tomar umas cervejas com os amigos e só quer saber de futebol em copa do mundo. É aquele que vive pedindo a opinião da mulher e nem sob ameaça de tortura, é capaz de contrariá-la. O capacho repara na lingerie feminina mas é incapaz de arrancá-la a dentadas, diz que a mulher tá bonita, nunca gostosa e é incapaz de sugerir algo mais ousado e fora da rotina na cama.
Talvez eu esteja com raiva, o que é ótimo para praguejar contra esta figura do segundo caso, verdadeira doença, pior que a Aids, a dengue hemorrágica e o bicho-de-pé juntos, mas no dia em que a tua mulher te chamar de bonzinho, é porque você já se tornou um otário.
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