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Publicado em 29 de setembro de 2017

Coluna Almanaque - O POVO PRECISA LER MAIS

Por Fábio Marques
Por Fábio Marques 
Hoje vou me dar ao luxo de falar sobre literatura, coisa que parece estar a cada dia mais distante do nosso povão. Percebe-se a olhos vistos que o nosso povo está cada dia mais arredio à leitura. Hoje há uma carência enorme na substância do verniz cultural. Quando o povo não lê não se cria intimidade com a cultura. Quem não lê não pensa e quem não pensa será para sempre massa de manobra, rebanho. Quanto menos leitura o povo tiver, menos senso crítico e análise das coisas e mais disposição para aceitar as “verdades” que são impostas pela mídia a mando do capital sem o menor questionamento. Quando o povo não lê e não tem acesso à cultura, muito mais fácil agirá sobre ele a corrupção que empesta dia a dia o nosso dia-a-dia.
Às vezes quando estou na casa de um amigo costumo perguntar de propósito que livros ele tem na sua biblioteca e quase que maioria das vezes tenho ouvido como resposta a evasiva: - Livros? Acho que minha mulher tem uns por aí... Pois é, o ignóbil simplesmente não sabe o que é ter livros em casa, que dirá uma biblioteca. Tenho em minha humilde cabana duas estantes, uma com seiscentos e oitenta Long-plays entre Bossa nova, MPB, instrumental, Jazz, Blues, baladas e clássicos dos anos 70, e outra abarrotada de livros de história, filosofia, política, sociologia, alguns romances e crônicas de diversos autores. Costumo dizer que meus livros e meus discos são meus melhores amigos. Com eles tenho conforto e distração. É com meus livros que eu aprendo a me conhecer e a conhecer as pessoas. E é com meus discos que às vezes rio e às vezes choro. Enfim, é com eles que eu tenho os melhores momentos em minha vida interior. E quem tem vida interior está sempre imune à solidão.
Leitura é exercício da condição de pensar, alimenta a imaginação e refina o espírito. De nada irão servir os manuais de redação ou “como escrever melhor” para quem não tem o que dizer. A pessoa tem que ler e reler e se possível sublinhar o que achou de interesse para discussão ou para fins de memória. E com o papel na mão, porque com ele é que ganha poder de reflexão e quem sabe assim até aprende a votar em pessoas que realmente estejam preocupadas com o bem-estar geral e não com seus próprios bolsos.
Hoje, por exemplo, nossa cidade está coberta por uma névoa de “desespero” e “ignorância”. Enquanto nossa mentalidade for de província nada poderá ser feito. Talvez quando o povo passar a se preocupar com o ensino, a educação e tantas coisas que enobrecem o ser humano, possamos enfim sonhar com dias melhores. Quem sabe quando o nosso povo deixar de assistir a Rambos, Soldados Universais e Tropas de Elites e se dedicar um pouco mais à leitura de bons livros, talvez encontrem alguma coisa que lhes dê sentido às suas medíocres vidas. Mas enquanto este povo continuar com a sua culturazinha de Flamengo, Corinthians, novelas, Luans Santanas, Jorge e Mateus, Leos Magalhães, forrozões, rasqueados e pagodes nos finais de semana e conversas fúteis no whats’app, não vamos nunca sair das trevas da ignorância.
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