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Publicado em 3 de agosto de 2017

Coluna Almanaque - ESTAMOS DE VOLTA!

Por Fábio Marques
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Por Fábio Marques
De férias quase que forçadas, estive de visita às duas maiores cidades do cerrado goiano, Goiânia e Anápolis. Uma vez no coração do Planalto Central, pude perceber que os problemas destas metrópoles não diferem dos problemas das demais cidades do Brasil afora. É mister ilustrar que tanto Goiânia quanto Anápolis são cidades com altos índices de qualidade de vida, mas tanto numa como noutra, as pessoas também reclamam e maldizem de seus políticos e de suas atitudes.
Tanto em Goiânia como também em Anápolis, assim como em Guajará-Mirim, as pessoas que reclamam apenas exigem aquilo que todos querem para suas cidades. São pequenas melhorias que as ajudem a facilitar suas vidas. Querem iluminação para seus bairros, limpeza nas calçadas e vias públicas, reparos nas avenidas, enfim, serviços essenciais que lhes propiciem condições de vida mais condigna.
O problema é que lá no Brasil de verdade, os reclames são bem aceitos, acatados e avaliados à luz de estudos e prospectos, para em seguida serem postos em execução. Na contramão da história, os reclames dos cidadãos de Guajará-Mirim, após a passagem pela necropsia, vão direto para o arquivo morto. E quando alguém resolve expor às escâncaras este absurdo, a verborréia acaba correndo solta nos espaços livres que a imprensa chapa-branca oferece para os loquazes mágicos na arte de ludibriar socarem tímpanos adentro de idiotas úteis, que tudo ocorre às mil maravilhas, que este modelo de gestão é parametral e que irão proceder as medidas cabíveis contra aqueles que estão “falando mal do nosso método de governar”, ou seja, contra aqueles que estão falando a verdade que dói.
Ora! A liberdade de opinião é o maior bem de qualquer cidadão e a primeira obrigação de qualquer governo é protegê-la. Mas não. Aqui nesta província parece que a livre opinião está vivendo com os dias contados e aqueles que contrariam o sistema imposto estão sob constante ameaça.
O que difere a população do Brasil afora da população de Guajará adentro é o “modus-operandi”. Já dizia um antigo ditado que a burrice tem um passado glorioso e um futuro promissor. A verdade é que uma enorme parcela do nosso povo votante é ignorante, ingênuo e carente por demandas. Mas não por demandas que melhorem a vida de todo o estrato social, mas sim por migalhas pessoais que elevam ainda mais o seu estado de penúria e miséria humana.
De estreitas correntes cerebrais, estes indolentes só conseguem raciocinar em proveito próprio. Anseiam o tempo inteiro por se darem bem na vida e detestam quando seus vizinhos conseguem algum tipo de melhoria para si ou para suas famílias. Sem percepção das coisas, estes ignorantes não conseguem enxergar que também são partícipes atuantes no processo de atraso que ocorre em todos os níveis e âmbitos políticos e sociais.
Estive nos últimos quinze dias a passeio entre Goiânia e Anápolis, cidades estas em que pude respirar um ar mais límpido e liberto da asfixia da ganância privada, das ameaças e opressões políticas. Com as baterias renovadas estou voltando para Guajará-Mirim, cidade que aprendi a amar e me deslumbrar com todos os seus encantos, nostalgias e glamoures.
Apesar dos últimos pesares...

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