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Publicado em 7 de julho de 2017

Universitários levam Irrigador Solar para área de preservação e comunidade indígena, em Guajará-Mirim

A ação integra a programação pelos 50 anos do Projeto Rondon
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Irrigador Solar para hortas e jardins será instalado em áreas de preservação no Norte do país
De baixo custo e sustentável, o Irrigador Solar é a tecnologia escolhida por um grupo de oito estudantes de São Carlos (SP) para ser instalada em unidades de conservação de Guajará-Mirim (RO), como parte das ações que vão marcar os 50 anos do Projeto Rondon.
Para conhecer o princípio de funcionamento e aprender a montar o sistema de irrigação para hortas e jardins, o grupo participou no mês passado de uma oficina de capacitação na Embrapa Instrumentação, responsável pelo desenvolvimento da tecnologia.
Os universitários pretendem instalar duas unidades do Irrigador Solar em Guajará-Mirim, região a sudoeste de Rondônia, a mais de 350 quilômetros da capital Porto Velho, no Norte do país. Conhecido como a “Pérola do Mamoré”, o município é o segundo maior em extensão territorial e tem mais de 90% da área total constituída por unidades de conservação – terras indígenas, reservas extrativistas e biológicas, sendo considerado um santuário de preservação de fauna e flora. Em 2009, recebeu o título de “Cidade Verde”.

Comunidades beneficiadas
Um dos exemplares do Irrigador Solar será instalado na comunidade Pompeu, localizada no interior da Reserva Extrativista do Rio Ouro Preto, uma unidade de conservação federal do Brasil. A reserva foi criada em 1990 numa área de quase 205 hectares, entre os municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré, integrando o maior bloco de área protegida do estado de Rondônia. O outro irrigador vai atender a comunidade indígena Lage Novo.
De acordo com o estudante de engenharia civil da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Alexandre Trovatto, um dos oito integrantes do grupo composto por alunos de diversos cursos de graduação da instituição, a operação Rondon será executada no período de 7 a 23 de julho, em 15 municípios do estado.
A operação está dividida em dois conjuntos, A e B. Trovatto explica que o grupo de São Carlos será responsável pelo conjunto B, no qual a proposta é desenvolver atividades para promover melhorias na localidade por meio de oficinas em quatro eixos - Tecnologia, Meio Ambiente, Trabalho e Comunicação, com dois estudantes em cada um. O Irrigador Solar fará parte da oficina “agricultura sustentável”, no âmbito do eixo Meio Ambiente.
“É uma tecnologia muito útil para a população local, visto o grande interesse dela por ferramentas e tecnologias que possam auxiliar o manejo das hortas. É uma tecnologia incrível e de muita utilidade, que vai tornar a irrigação mais efetiva e prática. É uma satisfação para os integrantes do projeto poder levar esse tipo de tecnologia, desenvolvida em São Carlos, as populações mais afastadas, para que possam se beneficiar delas”, diz o estudante.
O físico Washington Luiz de Barros Melo, responsável pelo desenvolvimento da tecnologia diz que vê com muita satisfação a iniciativa de instalar unidades do Irrigador Solar para colaborar com a melhoria de vida de comunidades distantes. “O sistema tem baixo custo de construção e de manutenção, além de economizar água e não necessitar de energia elétrica para iniciar o processo de irrigação. Bem apropriado para localizações distantes e de pouco acesso à energia elétrica", afirma.

Irrigador Solar
Tecnologia com mais de 79 mil visualizações no Portal da Embrapa é simples e pode ser montada em casa com garrafas PET e de vidro. O sistema poderá ajudar de pequenos produtores a jardineiros amadores a manter seus canteiros irrigados automaticamente pelo método de gotejamento.
O equipamento utiliza um princípio simples da termodinâmica: o ar se expande quando aquecido e é usado como uma bomba que pressiona a água para a irrigação. Uma garrafa de material rígido pintada de preto é emborcada para baixo, sobre uma garra com água. Quando o sol incide sobre a garrafa escura, o calor aquece o ar em seu interior que, ao se expandir, empurra a água da garrafa de baixo e a expulsa por uma mangueira fina para gotejar na plantação.
As vantagens do irrigador caseiro são várias, conforme enumera Melo. Trata-se de um sistema automático sem fotocélulas e que não demanda eletricidade, pois depende somente da luz solar, o que o torna sua operação extremamente econômica. Ele promove também economia de água, pois utiliza o método de gotejamento para irrigar evitando desperdício do recurso.
É possível construí-lo com objetos que seriam jogados no lixo, como garrafas e recipientes de plástico, metal ou vidro.

Projeto Rondon
Coordenado pelo Ministério da Defesa, o Projeto Rondon é uma iniciativa de integração social que envolve a participação voluntária de estudantes universitários na busca de soluções que contribuam para o desenvolvimento sustentável de comunidades carentes e ampliem o bem-estar da população.
O projeto, que leva o nome em homenagem ao bandeirante Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, foi idealizado em 1967 pelo professor da antiga Universidade Estadual da Guanabara, atualmente Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Wilson Choeri. O início ocorreu no dia 11 de julho daquele ano, quando 30 universitários de três universidades do Rio, além de um professor, seguiram para Rondônia.

Fonte: Assessoria Embrapa

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