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Publicado em 9 de julho de 2017

Nova Mamoré mira o futuro

Por Simon O. dos Santos
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 Por Simon O. dos Santos

Desde o tempo dos seringais, Nova Mamoré é assim!

Nova Mamoré foi um imenso seringal. Onde hoje localiza-se sua área urbana era denominada a   “Colocação Dois de Ouro”, administrada, assim como tantas outras, pelo empreendedor e poderoso seringalista Sebastião João Clímaco. Com o declínio do ciclo do látex e a desativação da Estrada Madeira Mamoré, Vila Murtinho, centro político, econômico e administrativo de toda essa região, incluindo, os seringais do Beni, Bolívia, perde paulatinamente sua importância e seu prestígio como próspero entreposto comercial.

Quando a “Maria Fumaça”, faz sua última viagem e seu lamentoso e angustiante apito decreta o fim de um próspero e escravizante ciclo econômico, as luzes de Vila Murtinho   se apagam e reacendem às margens de uma rodovia (BR-425, hoje BR -Engenheiro Isaac Bennesby). Sai de cena a figura do seringueiro com a poronga na cabeça e surge o migrante com a motosserra, a lavoura e o gado.

Ao longo dos últimos cinquenta anos, Nova Mamoré passa de uma simples “Colocação”, e se torna um município altivo e próspero. As suas costas, está assentado o “ Berço do Rio Madeira”, portentoso, gerando riqueza e energia Brasil afora. A sua frente, há caminhos que a ligam com a capital do Estado e o Acre. A sua direita, Nova Mamoré conecta-se com os demais municípios do Estado, através da estrada parque.

Em seus planaltos e planícies prosperam lucrativos rebanhos bovinos e já surgem incipientes e alvissareiras plantações de soja, arroz e milho. Em seus quintais, dezenas de agroindústrias de pequeno porte exportam para outros municípios sua produção de queijo, manteiga, iogurte e outros derivados do leite.

Em seu território, estão assentados dois dos mais prósperos distritos do Estado, Nova Dimensão e Jacinópolis, o último com um rebanho bovino maior que todo o rebanho do município de  Guajará-Mirim. Os pecuaristas   de Nova Dimensão mandaram nos últimos meses para os frigoríficos em Porto Velho, quase trinta mil cabeças de gado.

Por ano, ocorre no município três grandes festas agropecuárias (Nova Mamoré, Nova Dimensão e Jacinópolis), dezenas de cavalgadas nas comunidades da zona rural e um circuito forte e organizado de Team Roping (Laço em Dupla) e Prova de Tambor. O espírito sertanejo e do mundo country dita a moda dos jovens com suas botas, calças, fivelas, chapéus e caminhonetes com caixas de som amplificadas. São jovens empreendedores que sentem orgulho de sua terra, onde lhes dá “pão e mel”.

Nova Mamoré não fica apegada ao passado chorando o “ que poderia ter sido e não foi”,  não aguarda a chegada de um “salvador da pátria” e nem culpa o “Governo”, como insistentemente fazem  os guajaramirenses.  Nova Mamoré tem um povo empreendedor e mira o futuro, abre-se para suas potencialidades, é ousada, enquanto aguarda ansiosa a chegada da terceira   hidrelétrica do Madeira e seus royalties, para se reinventar de novo. Desde o tempo dos seringais, Nova Mamoré é assim!

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