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Publicado em 7 de julho de 2017

Corte de recursos afeta trabalho da PRF em Rondônia com redução até de fiscalização

O corte de 50% nos recursos destinados à Polícia Rodoviária Federal (PRF) gera mudanças na instituição em todo o país e também afeta o trabalho policial em Rondônia.
O corte de 50% nos recursos destinados à Polícia Rodoviária Federal (PRF) gera mudanças na instituição em todo o país e também afeta o trabalho policial em Rondônia. Segundo o inspetor Getúlio Azevedo, chefe da seção de policiamento e fiscalização, todas as operações planejadas para 2017 estão suspensas.
Oito operações temáticas de capacitação e enfrentamento ao tema de fiscalização, trânsito e crime estavam previstas para acontecer no decorrer deste ano, mas a falta de recursos para a prática das atividades fez com que a instituição suspendesse a programação. Além disso, a manutenção da frota, composta por 20 viaturas em todo o Estado, também fica comprometida.
“Dos 50% que temos disponíveis para a manutenção da frota, já utilizamos 70%. Ou seja, quando o recurso se esgotar, teremos que suspender a utilização das viaturas quebradas e trabalhar com rodízio das viaturas em funcionamento”, explicou o inspetor Getúlio.
Medidas de austeridade também estão sendo revistas e a PRF se rende à redução do horário de expediente na sede da instituição em Porto Velho, onde o trabalho será de turno corrido de seis horas por dia, das 7h30 às 13h30. Será adotado o complemento de horas de serviço através do trabalho remoto - que pode ser feito fora da sede.
Será mantido o operacional de policiamento, mas apenas dentro do perímetro urbano dos municípios, com uma espécie de cinturão metropolitano, nas principais entradas e saídas de cada cidade. “Nós vamos procurar atender à demanda da melhor maneira possível, cumprindo com o nosso compromisso com a população, e fazer o trabalho de fiscalização e combate ao crime nas proximidades de cada município”, revelou o inspetor.
Questionado sobre o fato do Estado estar em faixa fronteiriça e, com as novas medidas da PRF, as estradas ficarão mais livres para o tráfico de armas e drogas, o chefe de policiamento e fiscalização admite que as mudanças afetam todo o planejamento de enfrentamento e que a instituição deve continuar atendendo dentro das condições financeiras atuais, direcionando aos locais próximos aos municípios.
As 10 unidades operacionais - os postos de fiscalização - espalhados pelo Estado serão mantidos, e o pronto atendimento às ocorrências de acidentes nas rodovias também continuará acontecendo.

Fonte: Rondoniagora
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