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Publicado em 26 de julho de 2017

Coluna Almanaque - ESTAÇÃO BRASIL CENTRAL

Por Fábio Marques
Por Fábio Marques
Por ocasião da censura à livre opinião e à opressão política ora vigente na antes pacata Cidade Pérola, resolvi me auto-exilar da podridão que emana de alguns notórios homens públicos que, por fortuitos desígnios do destino, detém cargos e poderes. Em Guajará-Mirim, a vaidade narcisa casada com a ambição egóica destes arremedos de senhores acabou dando à luz a tirania imposta que hoje parece escrotear a cidade e seus cidadãos. Sob os ditames da verborréia de palanque, Guajará-Mirim hoje cavalga por uma estrada coberta de desgraças rumo a um futuro sinistro. A antes aclamada Cidade Pérola cavalga rumo a um apocalipse de enganação, miséria, dor, doença e morte.
Encontro-me em Anápolis, no coração do Planalto Central, cidade onde procuro carregar forças potenciais contidas em meu âmago consciente a fim de avaliar com precisão mais apurada o caos infernal causado pelo show de horrores em que Guajará-Mirim adentrou após a chegada ao poder de uma tétrica cúpula montada não para elevar parcelas da população à condição de cidadãos, mas sim para rebaixá-los à condição de súditos.
Apesar de ser a segunda metrópole do cerrado goiano, Anápolis é uma cidade tranqüila. A 1000 metros de altitude acima do nível do oceano, possui um clima agradável. O sol aberto sobre um céu límpido e azulado não impedem as fortes rajadas de ventos gelados que ocorrem a todo instante o dia inteiro, o que nos dá aquela sensação de frescor, encanto, paz e nostalgia difíceis de descrever para seres não sensíveis.
A economia deste paraíso incrustado no Brasil Central é baseada na pecuária, na produção agrária, na indústria farmacêutica e no comércio de confecções por atacado. Sua população é de 400 mil pessoas. É uma cidade grande, mas com um coração de província. As pessoas são cordiais, amistosas, dadas a novas amizades e com uma propensão natural para a ajuda ao próximo em qualquer ocasião ou situação.
Em Anápolis, conheci o Bar do Birota, local de tradição no centro da cidade. Aberto o dia inteiro, o Bar do Birota funciona há 65 anos na confluência das avenidas Doutor Genserico e Xavier Almeida. Outra coisa não, mas cachaça tem para todos os gostos. E as cervejas estão sempre estupidamente geladas. Mas não é só de bebidas alcoólicas que sobrevive o boteco. Lá também tem salgados, sorvetes e refrigerantes. Também co-habitam no local uma bomboniere e um espaço para a venda de secos e molhados. Enfim, o Bar do Birota se assemelha à uma taberna à moda antiga onde sobressai-se o aspecto de bodega e a atenção aos habituês do pedaço.
Com um comércio pulsante, Anápolis possui dois shopping centers de primeira grandeza. O dínamo comercial da cidade também se faz patente e propulsor nas avenidas Brasil, Tiradentes, Fernando costa e Universitária. Isto sem falar no próprio centro comercial que se estende desde o terminal dos ônibus urbanos até a praça Bom Jesus, o Mercado Municipal e a famosa Praça do Avião Mirage.
Isto é um pouco do retrato da cidade em que ora me encontro. Estou bem cuidado e bem tratado. Aliás, atrevo-me a palpitar que nunca em toda minha vida estive tão bem acolhido com atenções e carinhos.
Semana que vem estarei de retorno à este pântano de homens medíocres e idéias malignas que se afogam em podres poderes, chamado Guajará-Mirim.
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