Nova Mamoré

[Nova Mamoré][list]

Geral

[Geral][bsummary]

Últimas Notícias

[recentposts]

Outras Notícias

[randomposts]

Publicações Legais

[AP][twocolumns]
Navegação
Publicado em 13 de julho de 2017

Coluna Almanaque - ADIOS MUCHACHOS!

Por Fábio Marques
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


Por Fábio Marques
Hoje, após uma semana do piripaque que acabou levando-me ao Hospital Regional, local onde alguns clínicos me passaram um macabro diagnóstico, acho que é chegada a hora de confessar aos leitores algumas circunstâncias que dizem respeito à minha vida privada. A verdade é que ando muito adoentado. Só pra vocês terem uma idéia da situação, cheguei a ser até desenganado por uma junta médica quando da última vez que tive que fazer o exame de pressão arterial. Mas também não me fiz de rogado e rebati: “Deus me livre dos médicos que das doenças me livro eu sozinho”.
Tudo começou por acaso há alguns anos. Depois de uma reunião na Câmara Municipal, a vereadora Gerônima Melo disse estar passando mal, e logo em seguida eu mais o vereador Sérgio Bouez nos prontificamos a encaminha-la até o Hospital Regional para fazer os exames de praxe. Uma vez atendida e medicada a vereadora, perguntei ao enfermeiro se ele podia examinar minha pressão arterial e não deu outra: 20 por 12. E na mesma hora quiseram me internar. Achando que aquilo só podia ser coisa a mando do prefeito da ocasião, relutei, esperneei, entrei em luta corporal com os enfermeiros, gritei por socorro. Tudo em vão. Fiquei retido no hospital à base de injeção “Sossega-Leão”, soro de glicose e Captopril.
Ao receber alta do hospital me fizeram uma porrada de recomendações. Segundo um médico da Bolívia cujo nome não me vem mais à lembrança, minha alimentação era inadequada, muita carne animal, sal em demasia, gordura, açúcar, bebidas alcoólicas, em particular cerveja, e a falta de exercícios estariam contribuindo para uma vida sedentária, desregrada, tensa, agitada e caótica. Meu amigo de priscas épocas, Doutor Carlos Cury me deu a dica: mudanças de hábitos. “Modere a bebida, comece a ingerir frutas e verduras, caminhe todas as tardes e não deixe de tomar os remédios, caso contrário tu vai pro “Beleléu”, decretou o médico.
Os dias que se seguiram foram de depressão total. Me apanhava ao prantos, chorando sem causa aparente. Não sei dizer por que, mas as lágrimas simplesmente jorravam de meus olhos. Uma ansiedade associada á angústia, melancolia e distanciamento de mim mesmo tomaram conta de meu consciente. Era como se eu tivesse dando adeus para este vale de lágrimas para dar início à grande viagem pelos celestiais campos de caça de Manitu. Daí é que, seguindo a conselhos, resolvi consultar os médicos da área de doenças da alma.
E vamos que vamos: uma certa doutora percebeu em mim uma psicose esquizofrênica, melancolia evolutiva, transtorno paranóide de personalidade e delírios sensitivos de auto-referência. Uma psicóloga mais chegada disse que tenho tendências suicidas. Confesso que já cheguei a pensar em me matar. O problema é que umas das cláusulas do contrato que tenho com a Câmara reza que não estou autorizado a me suicidar. Caso contrário minha família vai ter que arcar com pesadas multas.
Portanto meus amigos, se por ventura esta coluna vier a faltar na semana que vem, não entrem em parafusos. Vai ver é porque eu já estarei partido desta para melhor, ou então comendo capim pela raiz, ou abotoei o paletó, bati as botas, fui para as “picas”, ou na melhor das hipóteses, fui conhecer o bar que o Bragado inaugurou lá no Céu.

Enviar

O Mamoré

Themelet provides the best in market today. We work hard to make the clean, modern and SEO friendly blogger templates.

Comentários: