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Publicado em 11 de junho de 2017

Primeira turma indígena do Instituto Abaitará compartilha experiência em visita à sede do Governo

Em visita ao Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual, em Porto Velho, alunos indígenas do Centro Técnico Estadual de Educação Rural Abaitará compartilharam como é participar da primeira turma de inclusão indígena do estado.
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Alunos indígenas Abaitará em visita ao Palácio
Em visita ao Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual, em Porto Velho, alunos indígenas do Centro Técnico Estadual de Educação Rural Abaitará compartilharam como é participar da primeira turma de inclusão indígena do estado. Ao todo, 50 alunos indígenas, vindos das aldeias localizada nas margens dos rios Mamoré e Guaporé, fazem parte da turma que iniciou o ano letivo em 20 de março deste ano na instituição instalada na zona rural do município de Pimenta Bueno.
Jucilene Jabuti, 16 anos, é guerreira da tribo Jabuti. Quando está na aldeia, junto à família, ela caça e pesca com arco e flecha, além de ajudar os pais na plantação e colheita. Aluna do Centro Abaitará, que funciona em regime integral, ela conta que a princípio não gostou muito por ficar longe da família. “Mas agora estou muito feliz em estudar no Abaitará. Estou aprendendo bastante e fiz novas amizades. E quando volto para a aldeia, posso ajudar ainda mais minha família com o que estou aprendendo aqui”.
De acordo com a presidente do Instituto Estadual de Desenvolvimento da Educação Profissional (Idep), Adir Oliveira, este é o maior movimento de inclusão indígena do estado. “Esta é uma experiência ímpar. Para mim este é o maior projeto do governador Confúcio Moura, e ele pretende ampliar esta inclusão a outros municípios. A meta é levar oportunidade a quem está à margem da educação”, disse.
A unidade oferece cinco cursos técnicos: agroecologia, agronegócio, agropecuária, aquicultura e informática. Os estudantes ficam durante três anos estudando e morando no Abaitará com direito a sete refeições diárias, além de acompanhamento médico de todas as especialidades, tudo custeado pelo estado.

Juciele, a esquerda, é guerreira da tribo Jabuti
O objetivo do centro é que após a formação os futuros técnicos retornem para suas aldeias e apliquem os novos conhecimentos adquiridos na própria comunidade onde vivem. “Os alunos já saem com formação técnica e capacitados para entrar no mercado de trabalho ou retornar às suas aldeias e ser até multiplicadores com as técnicas que são aprendidas aqui”, afirmou a presidente.
Para a professora Daiane Oliveira, esta é uma oportunidade excelente  por ter contato com outros alunos e se profissionalizar. “Acaba sendo uma troca de experiências muito importante. Os cursos têm foco principalmente nas áreas animal e vegetal. Se o aluno quiser retornar para a sua aldeia, ele irá contribuir para novas técnicas de plantação e criação, além de estar preparado para crescer e entrar em uma faculdade. Esta oportunidade abre muitas portas”, ressaltou.
Edson Massaká, 35 anos, é o aluno mais velho da turma, e não pensou duas vezes antes de aproveitar a oportunidade de voltar a estudar. “Na aldeia não temos muitas oportunidades. O ruim é a saudade da minha esposa e meus filhos. Não enfrento dificuldade por estar no meio dos mais jovens. Aqui todo mundo se respeita. Temos o respeito em nossa cultura”, observou.
Janiele Ca’o Oro disse que não há lugar melhor para aprender. “Esta é a melhor aula do mundo para mim. Gosto de tudo. Dos alunos, dos professores, eles ensinam muito bem. Aprendo várias coisas. Estou muito feliz em estudar no Abaitará”, reforçou.
Edson é o aluno mais velho da turma
 De acordo com Adir, o maior desafio que achava que iria ter era a interação entre os alunos indígena e não indígenas, mas isso não aconteceu. “Eles tiveram uma boa receptividade e interação entre si. O que precisamos foi apenas adaptar a alimentação e a questão cultural”.
Ela ressaltou que a ideia do projeto não é inserir uma nova cultura aos indígenas, mas conservar a deles por meio da educação.
“Temos que conservar a origem. Queremos que os não indígenas aprendam com os índios a hierarquia, o respeito e os valores”, argumentou Adir Oliveira.
Os alunos indígenas são das comunidades Surpresa e Sagarana de Guajará-Mirim, pertencentes às tribos Oro Mon, Oro Waram Xijein, Cao Oro Wage, Oro Eo, Oro Nao’, Arowa, Jaboti, Oro At’, Cunoé, Tupari e Massaká.

 Fonte: Secom - Governo/RO

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