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Publicado em 19 de junho de 2017

Coluna Almanaque - A POLÍTICA E O NEGÓCIO DA FÉ

Por Fábio Marques
Por Fábio Marques
No sábado passado uma cruzada cristã organizada por adeptos de várias igrejas percorreu a artéria principal da cidade num mega-evento que fecundou num show musical do gênero gospel cujos lucros obtidos em forma de moeda corrente, dão para o desconto com as respectivas multas, juros e moratórias de todos os pecados devidos.
Nada contra a boa fé que praticam os adeptos e sectários de todas as igrejas e também de pessoas de todos os extratos que ali se achavam pela agitação do fuzuê sacrossanto. O problema encontra-se na apelação política e na demagogia de pessoas com pretensões políticas para 2018 que hoje tem relações afinadas com o Palácio Pérola e que, sem know-how à altura para resolver os problemas setoriais da cidade, resolvem em seus discursos nesta espécie de guerra santa, entregar todos os entraves e gargalos para Jesus Cristo e proclamá-lo como único senhor e salvador para os problemas de Guajará-Mirim.
Como se já não bastasse a lavagem cerebral que procuram incutir alguns pastores de igrejolas que pipocam a cada dia e que não contentes em arrochar o dinheiro das empregadas e donas de casas, ainda fazem chantagens tipo “Deus está sabendo que você tem dinheiro e não quer lhes dar. Quem é mais importante, Deus ou sua família?”, agora somos obrigados a engolir a cara-de-pau de politicóides que também embarcam no negócio de explorar a boa fé das pessoas ingênuas e instalar o golpe da teocracia na cidade mais ou menos nos moldes do Estado Islâmico fazendo uma “Jihad” perversa e canalha contra aqueles que os criticam por os acharem inaptos para a consecução das boas práticas políticas.
Porquê em vez de se preocupar com uma possível adesão e votação eletiva futura do público evangélico da cidade, estes “leprosos morais” não procuram tentar resolver os problemas gerais e setoriais de Guajará-Mirim? Temos hoje uma agricultura e pecuária praticamente de subsistência, escassas atividades industriais e o comércio está quase falido. Os tecidos e os calçados estão sobrando nas prateleiras por falta de clientes. Enquanto isto ocorre, a população mais carente está vestindo farrapos e andando descalça porque não tem dinheiro.
Sou meio burro para certas coisas, por isso não saberia dizer ao certo qual o modo ou processo para se promover políticas inteligentes para a cidade, mas com certeza não vai ser com medidas hipócritas de adoração e louvores que enchem de vaidade algumas igrejas e vangloriam algumas pessoas que as coisas irão se resolver. Guajará-Mirim precisa de atos concretos e não de bla-bla-blás tanto nos decretos e práticas políticas como nas mentes e corações.
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Encontra-se singrando as límpidas águas do Rio Guaporé com destino à cidade de Pimenteiras, o Barco Hospital Valter Bártolo. A viagem terá a duração de 15 dias e objetiva atender as localidades que margeiam este imponente afluente desde Pimenteiras até Forte príncipe com trabalhos médicos, operações de cunho social e palestras educativas de higiene e prevenção de doenças. Inaugurado em Agosto de 2016, o barco hospital do Governo foi projetado para dar assistência médica e hospitalar para os povos que residem na área de fronteira entre Brasil e Bolívia e também contribuir com a Defesa Civil em eventuais casos isolados de catástrofe natural.
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