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Publicado em 1 de junho de 2017

Coluna Almanaque - MINHA HONROSA PROFISSÃO

Por Fábio Marques
Por Fábio Marques
Nunca tive qualquer espécie de expectativa de sucesso. No começo, era apenas um exercício do espírito crítico passado das conversas com amigos nos botecos e tabernas para os garranchos que enviava para o jornal O Mamoré. Meu objetivo à época era despertar a população para as mazelas que ocorriam na cidade através do protesto e da denúncia. E também da falta de pessoas corretas e dignas para dirigir os destinos de Guajará.
O jornalismo existe para relatar para a sociedade fatos de interesse acerca de todos os segmentos. Para isto o jornalista tem que possuir técnicas de apuração, a fim de selecionar e organizar sua redação com clareza e precisão. É preciso também coragem para assumir opiniões sobre as atitudes levianas de políticos sem escrúpulos que circulam no bazar de vaidades da politicalha.
Escrever não é fácil. Antes de se chegar à receita, existem gabaritos a se preencher. Vontade de pensar, disposição, paixão pela leitura, coragem para enfrentar as batalhas, aproximação com o tema exposto através da bagagem cultural, regras gramaticais e amor pela profissão. Não existem regras que ensinem a escrever bem. Nem escolas nem manuais de redação ensinam a escrever bem. No máximo ensinam a escrever de maneira correta. O restante depende da autodisciplina, do know-how sobre assuntos diversos e, principal, do talento.
Talento para escrever e colocar ao público opiniões extremas só é inerente àqueles que viveram entre livros e ideias desde a infância mais remota. Infelizmente este legado cultural não faz parte da cesta básica de alguns pseudos-jornalistas hoje atuantes no mercado. Hoje o que mais se vê é donos de veículos de notícias tratando o idioma a pontapés, sem o mínimo de respeito com a cultura de seus leitores, errando a torto e a direito o emprego das vírgulas, dos porquês, além dos exageros nas muletas nos títulos e concordâncias nos textos corridos.
Hoje também se observa que muita gente mal formada está entrando para o negócio somente para tumultuar o ambiente e promover a discórdia. Fazendo da imprensa um balcão de negócios pessoais, estes crápulas da mídia, além de distorcer o conceito da profissão e do papel responsável do jornalista, procuram de todas as maneiras nortear suas “propostas” na disputa por cargos e contratos através de atitudes baseadas na ambição, na malícia e na inveja. Por que não procuram trabalhar e ganhar o seu dinheiro de maneira honesta, sem procurar extorquir quem quer que seja, nem dar rasteiras em seus colegas? Estas atitudes, além de antiéticas, são imorais.
No ângulo oposto, gostaria de ressaltar que entre decanos e novatos, também existe gente de respeito na imprensa escrita da fronteira. São pessoas que nasceram e viveram aqui e que todo mundo conhece: Aluízio da silva, Minerva Soto, Jean Oliveira, Ronivon Barros, Roberto Nunes, Leile Ribeiro e Júnior Freitas. São profissionais que procuram transmitir notícias corretas e confiáveis, assim como opiniões da maneira mais objetiva possível.
Enfim, estas são as mal escritas palavras a respeito da imprensa e de seu responsável papel, tecladas por um jornalista pobre que conquistou de maneira legítima um espaço no seio da opinião pública da Cidade Pérola. Abraços.
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