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Publicado em 21 de maio de 2017

Guajará-Mirim sua história

Por Abnael Machado
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*Por Abnael Machado
 No dia 10 de abril próximo passado, registrou-se os 88 (oitenta e oito) anos da instalação do município de Guajará Mirim, criado pela Lei n.º 991, de 12 de julho de 1928, sancionada por Dr. Mario Correia Governador do Estado de Mato Grosso, após a aprovação na Assembléia Legislativa, do projeto oriundo da documentação reivindicatória assinada pela população da Vila de Espiridião Marques, lhes entregues por um dos seus lideres o médico José Mendonça Lima.
Considerando procedente e justa, da mais relevante importância para vida social, politica e econômica dos postulantes, sem delongas e por unanimidade os atenderam. Porém a lei expedida determinava em seu artigo 3º ser a instalação do município, no dia 15 de novembro de 1929. A população não aceitou, solicitando antecipação. Mais uma vez o expositor pessoal das razões da apelação ao governador, foi o Dr. Mário Correia, esse a atendeu, expedindo os Atos n.ºs1088 e 1089, de 6 de abril de 1929 revogando o supracitado artigo 3º, bem como determinando a instalação da Câmara e do município de Guajará Mirim (ex-vila de Espiridião Marques), no dia 10 de abril de 1929, nomeando os seus administradores, os vereadores e o juiz de direito, a seguir nominados:
Manoel Boucinhas de Menezes______Intendente Geral (Prefeito Municipal);
José Martins Couto Machado1_____________º Intendente ; (Vice-Prefeito);
José Joaquim Guerra____________ 2º Intendente (Vice-Prefeito Municipal);
VEREADORES
Dr. José de Mendonça Lima________Presidente da Mesa Diretora;
Basílio Magno de Arsolino_________Vice-Presidente;
Carlos Correas Costa_____________Primeiro Secretário;
Sandoval Arantes Meira___________Segundo Secretário;
José Salecindo Santos_____________Primeiro Mesário;
Miguel Farias__________________Segundo Mesário;
Pedro Struthos_________________Terceiro Mesário.
Pedro Vieira.
SUPLENTES DE VEREADORES
Clovis Serrão Everton,
João Freire Rivoredo,
José Cavalcante,
Francisco Borges,
Pedro Salvador Oliveira,
Leocádio Pardo,
Hugo Melo,
Hermogenes Costa.
Os vereadores e os suplentes constituíam o Conselho Municipal (Câmara).
Às nove horas da manhã do dia 10 de abril de 1929, em sessão solene realizada na escola pública, presidida por Dr. João Mourano, Juiz de Direito da Comarca declarou instalada o município de Guajará Mirim e deu posse aos Intendentes e aos vereadores.
Guajará Mirim iniciava sua trajetória, agora como entidade politica autônoma pronta a pugnar por seus direitos, condição tão almejada, conseguida pelo denodo, a obstinação de seus habitantes de todos os tempos, superando as agruras e os obstáculos lhes impostos.
Rememorando a sua História encontramos referencia a uma instalação portuária, com guarnição militar em 1798 assentada na Cachoeira de Guajará Mirim, pertencente a Companhia de Navegação oficial, Maranhão e Grão-Pará, interligando Vila Bela da Santíssima Trindade, os arraiais de exploração aurífera do alto Rio Guaporé à Belém do Pará, de conformidade com o plano de desenvolvimento econômico da Amazônia elaborado pelo Marques de Pombal, ministro de D. José I rei de Portugal. Com sua morte e a demissão de Pombal, a execução do plano foi paralisada, sendo retomado por Francisco de Souza Coutinho governador da Capitania do Grão-Pará aprovo por D. Maria I. porem a exaustão dos depósitos auríferos, o consequente êxodo da população do alto Rio Guaporé decretou  derrocada econômica.
No atual espaço físico ocupado pela cidade de Guajará Mirim; em 1860 localizam-se os seringais Rodrigues Alves; Santa Cruz e Renascença mantendo intercambio com o vizinho povoado boliviano de Guayaramirim.
O engenheiro boliviano Quentin Quevedo, em 1861 indicou Guajará Mirim para ser o ponto terminal da ferrovia a ser construída contornando os trechos encachoeirados do baixo Rio Mamoré e do alto Rio Madeira.
Concluída em agosto de 1912 a construção da Estrada de Ferro Madeira- Mamoré, tendo Guajará Mirim como ponto terminal o governo do Estado do Mato Grosso, no dia 8 de outubro, instalou no povoado um posto fiscal, nomeando como administrador o guarda Manoel Tibúrcio.  
Pela Resolução n.º 879, de 26 de junho de 1922 foi criado o Distrito de Esperidião Marques pelo governador do Estado de Mato Grosso.
 O Distrito de Esperidião Marques é elevado à categoria de Vila, pela Lei n.º 962, de 12 de julho de 1926.
São criados o município e a comarca de Guajará Mirim pela Lei n.º 991, de 12 de julho de 1928 e nomeados o senhor Manoel Boucinhas de Menezes, Intendente e o Dr. João Vicente Maurano, juiz de Direito.
Instalado o município de Guajará Mirim no dia 10 de abril de 1929, conforme determinado nos Atos n.ºs 1088 e 1089, de 6 de abril de 1929.
Instalado o Conselho Municipal (equivalente a Câmara), no dia 10 de abril de 1929, presidio pelo vereador Dr. José Mendonça Lima eleito pelos vereadores.
Extinção do Conselho Municipal, em 1930 por ato do governo federal revolucionário, presidido por dr. Getúlio Dorneles Vargas.
Criada a prelazia de Guajará Mirim em 1931, sendo designado seu primeiro prelado o padre franciscano francês Francisco Xavier Rey, o qual assumiu sua administração em 1932, tendo 29 (vinte e nove) anos de idade, sendo o bispo mais novo do mundo.
Em 1931 os administradores anglo-canadenses da empresa Madeira-Mamoré Railway desativaram o tráfego da ferrovia e a navegação fluvial dos navios das empresas suas subsidiarias. O coronel Paulo Cordeiro Saldanha, empresário residente em Guajará Mirim, comprou a empresa de navegação fluvial Guaporé Rubbol, uma das subsidiarias da Madeira- Mamoré, operando nos rios Guaporé e Mamoré interligando  Guajará Mirim à cidade de Mato Grosso (ex Vila Bela da Santíssima Trindade). Ato de maior relevância econômica, social e politica, evitando o isolamento e o consequente abandono desse espaço.
Liderados pelo coronel Paulo Cordeiro da Cruz Saldanha, pelo Bispo Dom Rey e outros destacados cidadãos, os habitantes de Guajará Mirim, em 1937, encaminharam um documento por todos assinados, reivindicando ao Presidente da República Dr. Getúlio Dorneles Vargas, a criação de um território federal abrangendo os espaços fisiógraficos dos municípios de Alto Madeira e Guajará Mirim, tendo por capital a cidade de Guajará Mirim, como a mais viável e eficaz alternativa de solução para superar o isolamento e o abandono em que se encontravam regalos. O Presidente submeteu a proposição aos órgãos civis e militares competentes. Sua tramitação foi obstaculizada pela a ação do então Tenente Aluísio Pinheiro Ferreira diretor da ferrovia Madeira-Mamoré e da Linha Telegráfica Estratégica Mato Grosso/Amazonas, empenhando-se pessoalmente, junto aos seus amigos revolucionários de 1924 e de 1930, em prol da criação de um território federal nos Vales do alto Madeira, baixos e médios rios Mamoré e Guaporé, tendo por sede politica e administrativa a cidade de Porto Velho.
Em 1943 Guajará Mirim passou a ser um dos quatro municípios (Alto Madeira, Lábrea, Porto Velho e Guajará Mirim), integrante da divisão politica e administrativa do Território Federal do Guaporé, criado pelo Decreto-Lei n.º 5812, de 13 de setembro de 1943.
O município de Guajará Mirim fica situado na II microrregião do Estado de Rondônia, ocupa uma área de 25.114,50Km². Sua população registrada pelo IBGE no ano de 2010, foi de 41.656 habitantes, sendo 20.947 do sexo masculino e 20.709 do feminino, localizando-se 35.207 na zona urbana e 6.449 na zona rural.
Os primeiros estabelecimentos de ensino instalados na atual cidade de Guajará Mirim foram:
- O Instituto Paulo Saldanha, em 1925 pelo professor Carlos Costa sob sua administração, apoiado pelo coronel Paulo Cordeiro da Cruz Saldanha, mantendo ensino primário de 1ª a 4ª série, e supletivo no período noturno gratuito, destinado à clientela adulta.
- Escola pública instalada em 1928 pelo governo do Estado de Mato Grosso, mantendo ensino primário de 1ª a 4ª séries.
- Escola Santa Terezinha criada em 1934 e a Instituto Nossa Senhora do Calvário criado em 1940, ambas por Dom Rey, as quais mantinha. O Instituto oferecia internato feminino, destinado principalmente as alunas das localidades da zona rural oferecendo ensino profissionalizante de magistério com duração de 4 (quatro) anos gratuito, assumindo as cursistas, o compromisso de quando habilitadas, retornarem as suas localidades e exercerem a docência.
Esta síntese histórica de Guajará Mirim, ressaltando os eventos de maiores destaques de sua laboriosa trajetória, até as décadas de 1940, a fiz em homenagem ao seu povo aos seus mais destacados protagonistas, nestes 88 anos de sua emancipação politica. Saudações ao escritor acadêmico Paulo Saldanha, expoente da cultura literária, por intermédio de quem parabenizo os guajaramirenses seus conterrâneos.
* Abnael Machado - Prof. de História da Amazônia/Universidade Federal do Pará Prof. de Geografia Regional/Universidade Federal de Rondônia Membro do Instituto Histórico e Geográfico/RO Membro da Academia de Letras de Rondônia

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