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Publicado em 10 de abril de 2017

Solenidade marca 88 anos de emancipação do município

Uma solenidade realizada no pátio do Palácio Pérola do Mamoré marcou na manhã desta segunda-feira , 10, a comemoração de emancipação político-administrativa do município de Guajará-Mirim/RO, de 88 anos.


Uma solenidade realizada no pátio do Palácio Pérola do Mamoré marcou na manhã desta segunda-feira , 10, a comemoração de emancipação político-administrativa do município de Guajará-Mirim/RO, de 88 anos.

Atualmente o município de Guajará-Mirim passou no último dia 02 por mais uma eleição, desta vez eleição suplementar para escolher o prefeito e vice prefeito, já que o candidato mais votado nas eleições de outubro de 2016 não pode ser empossado pela Justiça Eleitoral. Mesmo perdendo no último pleito eleitoral, o prefeito interino e presidente da Câmara de Vereadores, Sérgio Bouez (PSB), não deixou passar em branco a data, realizando a tradicional solenidade no Palácio Pérola do Mamoré, contando com a presença de vereadores, autoridades locais, servidores municipais, assessores e comunidade. 

Os hinos: nacional e de Guajará-Mirim foram entoados ao som da Banda Musical do 6º Batalhão de Infantaria de Selva.
  O legado deixado pelos desbravadores foi lembrado pelo prefeito interino, durante seu pronunciamento. Os parabéns foi marcado ao som da banda do 6º BIS e um bolo de metros.
Fonte: O MAMORÉ.

Confira abaixo mais imagens e a História de Guajará-Mirim


















História de Guajará-Mirim
O nome do município de Guajará-Mirim é de origem indígena significando Guajará (cachoeira), mirim (pequena), sendo, portanto seu nome em português, Cachoeira Pequena.

A localidade Guajará-Mirim era conhecida desde o século XVIII como um dos pontos de referência geográfica na rota fluvial entre Santa Maria de Belém do Grão-Pará e Vila Bela da Santíssima Trindade em Mato Grosso.

No inicio do século XX tornou-se mais conhecida ao ser escolhida para o ponto final da Estrada de ferro Madeira-Mamoré, concluída em 30 de abril de 1.912 e inaugurada oficialmente em 1° de agosto deste mesmo ano.

Em 1.798, na cachoeira de Guajará-Mirim foi instalada uma guarnição militar, porto, armazéns e residências de conformidade com plano de navegação e comércio, interligando via fluvial Santa Maria de Belém-do-Pará na foz do rio Amazonas à Vila Bela da Santíssima Trindade no alto rio Guaporé, Capitania de Mato Grosso e Cuiabá, elaborado por Francisco de Souza Coutinho Capitão-General, governador da Capitania do Grão-Pará, em consonância ao plano de ocupação e desenvolvimento da Amazônia instituído por Sebastião José de Carvalho de Melo Marquês de Pombal, ministro de Dom José I, rei de Portugal (31.07.1.750 a 24.02.1.777). A exaustão dos depósitos auríferos decretou a derrocada econômica e o conseqüente êxodo da população dos arraiais de mineração, permanecendo no alto Guaporé, os negros escravos agora livres e seus descendes guardiões da fronteira, sobrevivendo da agricultura, caça e pesca de subsistência.

A partir de 1.860 inicia-se um novo e promissor ciclo econômico, o 1° da produção de borracha, o povoado de Espiridião Marques torna-se um núcleo abastecedor dos seringais dos vales do baixo Mamoré e do rio Guaporé, assim como de armazenagem e comercialização da borracha e de outros produtos nativos. Foi escolhido para o ponto final da ferrovia a ser construída contornando as regiões das cachoeiras do alto rio Madeira e baixo Mamoré; facilitando o transporte da produção para os importadores norte-americanos e europeus.

Concluída a construção da ferrovia Madeira Mamoré Railway, em agosto de 1.912, o governo de Mato Grosso instalou em 08 de outubro deste mesmo ano, um posto fiscal no povoado, designando seu encarregado o guarda Manoel Tibúrcio Dutra. A desvalorização da borracha, decaindo de preço no mercado internacional a partir de 1.914 forçou a empresa Madeira-Mamoré Railway a cancelar a execução do projeto de prosseguimento da ferrovia até são Luiz de Cáceres/MT, ligando as bacias Amazônica e Platina. E uma extensão à Riberalta, daí seguindo á La Paz, ambas a partir de Guajará-Mirim. Sendo nesta concentrados os 368 gregos contratados pela empresa Madeira-Mamoré, aliciados pelo grego Frangulach, ao qual pagaram oito libras por cada dos recrutados. Com o cancelamento do projeto, houve dispensa em massa dos trabalhadores da ferrovia, entre esses os gregos, muitos dos quais se radicaram em Guajará-Mirim. A suspensão da execução do projeto que transformaria a localidade em importante núcleo de conexão ferroviária não intimou seus habitantes e nem arrefeceu o seu ânimo de luta em prol do progresso de sua localidade. Assim é que conseguiram a expedição da Resolução n° 869 de 26/06 de 1.922, criando o distrito de Espiridião Marques. E em 1926 a emissão da Lei n° 962, de 12 de julho, elevando o povoado a categoria de Vila. Continuaram empenhados para o alcance da autonomia política emancipando-se da tutela de Santo Antônio do Alto Madeira. Contavam com seus líderes destacando-se entre esses o médico José Mendonça Lima assumindo o compromisso de ser o portador da documentação reivindicatório assinado pela população e expor ao governador do estado do Mato Grosso Dr. Mário Correia, a justa procedência. Assim fez. A Assembléia Legislativa após a apreciação do documento considerando-o da mais elevada importância para a vida social, política e econômica dos proponentes, votou favorável a seu atendimento. O governador ao receber a aprovação do Poder Legislativo, expediu a Lei nº 991 de 12 de julho de 1928, estabelecendo o dia 15 de novembro de 1929 para a instalação do município e da comarca de Guajará-Mirim,  desmembrados do município de Alto Madeira, com os seguintes limites e linha divisória: Ao Norte, o município de Porto Velho, tendo por linha divisória o rio Madeira, desde a foz do rio Jaci-Paraná até a foz do rio Abunã.

Ao Nordeste, Leste e Sudeste, o município de Alto do Madeira tendo por linha de limites o rio Jaci-Paraná desde sua foz no rio Madeira, até suas nascentes, destas prosseguindo pelos divisores de águas Mamoré/Ji-Paraná e Guaporé/ Ji-Paraná, até a nascente do rio São Miguel, daí prosseguindo por esses divisores de águas até a nascente do rio Mequens.

Ao Sul, município de Alto Madeira tendo por limite o rio Mequens desde sua nascente até a sua foz na margem direita do rio Guaporé. 


A Noroeste, Oeste e Sudoeste a república da Bolívia tendo por linhas de limites o rio Madeira desde a foz do rio Abunã até a confluência do rio Beni com o rio Mamoré. Este rio, desde a sua foz até sua confluência com o rio Guaporé, por este seguindo até a foz do rio Mequens em sua margem direita. O povo inconformado, por intermédio dos seus lideres reivindicavam a antecipação da instalação do município de Guajará-Mirim. Mais uma vêz o emissário foi Dr. José Mendonça de Lima o qual conseguiu a revogação do Artigo 3° da citada Lei, sendo editados os atos de 1.088 e 1.089 de 06 de abril de 1.929 determinando a instalação da comarca e do município de Guajará-Mirim no dia 10 de abril de 1.929 e nomeando os cidadãos: Manoel Boucinhos de Menezes, Intendente Geral; José Martins Couto Machado e José Joaquim Guerra 1º e 2º Intendentes e os cidadãos Dr. José de Mendonça Lima; Sandoval Arantes Meira; Basílio Magno de Arsolino; Carlos Corrêa Costa, José Salcindo, Miguel Farias; Pedro Struthos e Pedro Vieira Vereadores; Clovis Serrão Ewerton, João Freire Rivoredo; José Cavalcante; Francisco Borges, Pedro Salvador Oliveira, Leocádio Pardo; Hugo Melo e Hermógenes Costa Suplentes constituídos o Conselho Municipal.

Às nove horas da manhã do dia 10 de abril de 1.929, em sessão solene realizada na escola pública, precedida por Dr. João Mourano, juíz de direito da comarca, deu posse aos nomeados Intendentes e aos vereadores membros da mesa diretora eleitos no dia anterior, presidente José Mendonça Lima; Vice-Presidente Basílio Magno Arsolino; Primeiro Secretário Carlos Corrêa Costa; Segundo Secretário Sandoval Arantes Meiras. José Solecindo Santo; Miguel Farias e Pedro Struthos 1°, 2°, 3° Mesários respectivamente, Guajará-Mirim (ex-Esperidião Marques) iniciava a sua trajetória de entidade política autônoma, pronta a pugnar por seus direitos. Em 1.937, seu povo liderado pelo Coronel Paulo Cordeiro da Cruz Saldanha, o qual quando os administradores estrangeiros anglo-canadense, em 1.931, suspenderam o tráfego da ferrovia Madeira-Mamoré, abandonando-a, arrendou a empresa de navegação fluvial Guaporé Rubbe, subsidiária da Madeira-Mamoré Railway, mantendo o tráfego de barcos a vapor, no rio Guaporé e seus afluentes, no trecho entre as cidades de Guajará-Mirim e Vila Bela/MT, imprescindível ao comércio e à população regional, encaminhou um documento ao Presidente da Rep
ública Dr. Getúlio Dorneles Vargas indicando como alternativa de solução ao isolamento e abandono a que se encontrava relegado o município, a criação de um território federal no vale do Guaporé/Mamoré, tendo por sede a cidade de Guajará-Mirim.

Em 1.943 passou a se constituir parte integrante do Território Federal do Guaporé (Rondônia) criado pelo Decreto-Lei n° 5.812, de 13 de setembro, na condição de município mantendo a mesma denominação. Atualmente fica situado na II microrregião do Estado ocupando uma área de 25.114,50 Km, sua população no ano de 2.000 era de 38.045 habitantes. Sua sede municipal dista 332 Km da cidade de Porto Velho.

Limita-se:

Ao Norte, com o município de Nova Mamoré e Campo Novo de Rondônia; 
 Ao sul, com o município de Costa Marques; 
 Ao Leste, com os municípios de São Miguel do Guaporé e Governador Jorge Teixeira; 
A Oeste, com a república da Bolívia.

A narração histórica das três localidades mostra que Santo Antônio foi uma conquista dos jesuítas instalando a missão de Santo Antônio das Cachoeiras em 1.728, destruídas pelos Mura em 1.742. Porto Velho e Guajará-Mirim surgiram em decorrência da construção da ferrovia Madeira-Mamoré. As três evoluíram ligadas ao primeiro ciclo econômico da borracha. Sofrendo uma estagnação e esvaziamento populacional em conseqüência da crise gerada pela desvalorização da borracha no mercado internacional. Retomaram o processo de evolução e crescimento demográfico a partir da Segunda Guerra Mundial, no segundo ciclo econômico da borracha, exceto Santo Antônio do Alto Madeira, que havia entrado em irremediável decadência.

ABNAEL MACHADO LIMA
Membro da Academia de Letras de Rondônia.
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