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Publicado em 6 de abril de 2017

Coluna Almanaque - A ILUSÃO DA FALSA DEMOCRACIA

Por Fábio Marques
Por Fábio Marques
Nos últimos tempos venho sendo alvejado pela hipocrisia de alguns leprosos morais. Continuo saindo de casa todas as tardes – duas latinhas de Itaipava no bucho – usando minha máscara de hipócrita para me proteger dos outros hipócritas. Uma vez na avenida, oferto sorrisos, “como vais” e “muitos prazeres”, embora de uma coisa esteja sabendo há tempos: a cara-de-pau e a falsidade dos patifes e a ignorância dos pobres ingênuos estão levando a sociedade ao suicídio.
O homem continua sendo o lobo do homem. Acredita numa boa que vive numa democracia quando na verdade encontra-se sob forte ditadura civil. Não há liberdade de espíritos. Segundo os padrões do “status quo” vigente, toda liberdade tem seu preço. E o preço da liberdade é a eterna vigilância. Quem se atreve a pensar diferente deste modelo de imposição social, logo é tachado de subversivo, comunista, anarquista, revoltado e por aí vai. Vivemos numa falsa democracia. Esta é que é a verdade.
Nosso senso de lógica nos aponta que nem tudo que é legal está correto e que num sistema societário perfeito, muitas coisas hoje tidas e havidas como legais seriam ajuizadas como crime. O salário mínimo, por exemplo, é legal mas é um crime, a previdência social é legal mas é injusta. Por outro lado, a prostituição, o roubo e a violência são crimes mas no entanto a televisão não se cansa de exaltar tais práticas.
Não há mais limites entre o bem e o mal. As pessoas trafegam entre um conjunto social e outro como se fossem de casa para o trabalho ou saíssem da igreja direto para o puteiro. Lógico que não chegamos a este inferno numa tacada só. Antes passamos pela tirania medieval, tirania industrial, do capital e mercado, do lucro e consumo e outras formas de alienação só para definir a minoria escrota que nos governa, mas sempre demos um jeito de empatar a foda destes leprosos e pelo menos nas aparências a escravidão foi abolida. Ainda assim, hoje, mais do que nunca, temos a sensação de que não somos donos do nosso destino e nem de porra nenhuma.
A nossa população vem sofrendo uma lavagem cerebral tão medonha que até esqueceu de que as grandes áreas de terras que adquirem os donos do capital neste Brasil, em sua maioria são produtos de calotes junto ao sistema bancário ou outros esquemas de captação de recursos sob suspeitas da justiça. Para dar um exemplo, nem precisa ir muito longe. Aqui mesmo em nossa cidade, afora a estância do meu amigo Toninho Nogueira – este sim, um homem honesto que venceu na vida por seus próprios esforços – e de mais uma dezena e pouca de donos de terras, que outras grandes fazendas foram compradas às custas de sangue, suor, lágrimas e muito trabalho?
Errado não é o povo querer casa, comida, saúde, educação, emprego, lazer e dignidade. Errado e criminoso é uma minoria ter tudo isso de mão beijada e não abrir mão de nada. E mais: errado é querer que o ser humano se contente com esse destino e castigá-lo caso se revolte.
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