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Publicado em 15 de março de 2017

Produção dos alimentos para merenda escolar é debatida

A cadeia produtiva em relação a merenda das onze escolas municipais de Guajará-Mirim (RO) foi discutida na manhã desta terça-feira (14).
Sem distribuição local, os alimentos da merenda escolar são adquiridos da Bolívia e região sudeste
A cadeia produtiva em relação a merenda das onze escolas municipais de Guajará-Mirim (RO) foi discutida na manhã desta terça-feira (14), em uma reunião da Secretaria Municipal de Educação (Semed) com produtores rurais e compradores.
Segundo a pasta, a lei determina que pelo menos 30% da alimentação dos estudantes deve ser feita por produtores locais, mas por falta de mão de obra, somente 15% da meta é atingida.
A rede municipal de ensino atende mais de 5 mil estudantes. Para suprir a demanda, as escolas têm que comprar alimentos da Bolívia, além de revendedores da região sudeste e de supermercados, o que representa um gasto maior, já que o preço de mercado é mais alto em relação a compra feita diretamente dos fornecedores da região, principalmente de verduras e legumes.

Reunião aconteceu nesta terça para discutir cadeia
produtiva do município
O encontro foi realizado na Escola Municipal Salomão Silva, com a coordenação da nutricionista da prefeitura, Viviane Vaz. Segundo ela, um dos empecilhos é que os produtores rurais não demonstram interesse em fornecer os alimentos produzidos na região para a merenda escolar
"Trabalhamos com essa questão há dez anos, eles [produtores rurais] tiveram bastante incentivo para fomentar a produção, mas existem alguns entraves para fortalecer essa relação, como as más condições das estradas vicinais. O objetivo da reunião é escutá-los para saber quais as necessidades", diz Viviane.
A nutricionista explicou ainda que a Lei 11.947/2009 obriga o município a comprar 30% da merenda escolar de produção da agricultura familiar, mas somente metade é cumprida. "O próximo passo é traçar uma estratégia para incentivar a distribuição e os pontos fortes, porque é de interesse de todos que se desenvolva isso", comenta.
O psicultor e representante dos produtores rurais, Francisco de Assis, admitiu que realmente existe uma grande dificuldade para a distribuição básica de gêneros alimentícios, como a desorganização dos agricultores sobre a cadeia produtiva.
"Nossos agricultores individualmente têm muitas dificuldades de comercialização pela falta de infraestrutura, estrada. Isso acredito que seja em decorrência da falta de políticas públicas visando o mercado institucional e local também. Hoje temos um mercado forte com o dinheiro das escolas, mas os produtores não conseguem chegar até esse mercado", explica.
Segundo o diretor da escola Salomão Silva, Agustinho de Medeiros, a instituição atende 806 alunos e o recurso para aquisição de alimentos da merenda escolar é de R$ 3,10 por aluno e todas as compras são feitas à vista.
"Temos uma grande dificuldade em comprar os produtos daqui porque é difícil os produtores comparecerem na licitação, muitas vezes por falta de informação ou transporte, já que muitos moram na zona rural. Sem o fornecedor local, nós acabamos comprando alimentos industrializados, que se torna mais caro para a escola e qualidade não é a mesma. O ideal seria adquirir alimentos frescos, produzidos aqui mesmo", afirma Agustinho.

 Fonte: G1
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