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Publicado em 16 de fevereiro de 2017

Alunos indígenas de Guajará farão cursos técnicos em Pimenta Bueno

Instituto Abaitará selecionará 50 alunos de 11 aldeias para formação técnica. Cursos têm duração de 3 anos em período integral, com moradia no campus.
Pré-inscritos participaram do início da seleção para as 50 vagas disponíveis
Alunos indígenas de 11 aldeias de Guajará-Mirim (RO), a 330 quilômetros de Porto Velho, serão selecionados para fazerem cursos técnicos no Centro Técnico Abaitará com duração de três anos em Pimenta Bueno (RO), a cerca de 850 quilômetros do município. O processo seletivo iniciou na última terça-feira (14) e está sendo realizado por meio de triagem e entrevistas. Conforme a direção do instituto, são 76 pré-inscritos para as 50 vagas disponíveis.
Segundo a direção do instituto, os pré-inscritos são das Aldeias Deolinda, Barranquilha, Sotério, São João, Bom Jesus, Sagarana, Baia da Coca, Fazendinha, Pedral, Ricardo Franco e Baia das Onças, todas localizadas na zona rural.
Os selecionados poderão ter formação técnica em Agroecologia, Agropecuária, Agronegócios e Psicultura, com aulas em período integral. Os alunos irão morar dentro do próprio campus e terão direito a sete refeições diárias e acompanhamento médico de todas as especialidades, com recursos do Governo Estadual.

Alunos começarão nas atividades curriculares a parter de março, segundo o Governo do Estado
 O objetivo do instituto é que após a formação, os futuros técnicos retornem para suas aldeias e apliquem os novos conhecimentos adquiridos na própria comunidade onde vivem. Os pré-inscritos pertencem a várias etnias como Oro Nao, Oro Waram, Oro Win, Oro Waram Xijein, Jaboti, Canoé, entre outras etnias da região.  
O presidente do Centro Técnico Abaitará, João Faria, explicou que a seleção começou a ser feita, na última terça-feira, na Câmara Municipal de Vereadores. As aulas iniciarão a partir do próximo do dia 6 de março. A previsão é que a seleção seja concluída e os candidatos aprovados sejam anunciados em até uma semana.
"Estamos em um processo de triagem para termos os candidatos aprovados, mas quem não for selecionado agora terá futuramente a oportunidade de fazer cursos profissionalizantes também nas próprias aldeias. Esse é um planejamento futuro, mas que será implantado para levar a formação técnica até aqueles que não tiveram a mesma chance que os outros estão tendo neste momento", afirma.
João também comentou sobre a importância da formação técnica para os indígenas e também dos critérios para selecionar os pré-inscritos interessados. Segundo ele, para os índios não há restrição de idade para que sejam matriculados no campus. Os candidatos serão aprovados por critérios de conclusão dos ensinos fundamental e médio.
"A cultura indígena é rica em produtos e natureza, e a partir do momento que ele tem acesso a cursos técnicos de excelência, ficam capacitados para o mercado de trabalho e podem ser capazes de desenvolver a comunidade onde nasceram, além de gerar renda e atividade sustentável. O critério (para a seleção) é a conclusão do ensino fundamental, mas quem concluiu o ensino médio também pode ser avaliado e ganhar uma chance", finalizou.

 Fonte: G1
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