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Publicado em 27 de janeiro de 2017

Guajará-Mirim discute proposta que exclui área de reserva Rio Ouro Preto

Para a coordenadora regional do ICMBio Simone Santos o objetivo é consolidar a proposta para que seja aprovada no Senado.
Autoridades, representantes de entidades e órgãos ligados ao setor ambiental, reuniram-se na quinta-feira (26) para discutir a proposta que exclui parte da área de reserva extrativista Rio Ouro Preto, localizada entre os municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré. A área foi incluída de forma indevida nos limites de preservação quando da criação da referida Floresta em 1990.
O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) que foi o autor do Projeto de Lei n° 206 que propôs a exclusão da fração de aproximadamente 31.489, 49 hectares da área que vem sendo utilizada na exploração de atividade agrícola, participou da reunião e falou da sua importância para o município.

 "Este é um momento histórico para Guajará-Mirim. Temos trabalhado alguns anos na exclusão desta área, por entender que seria o melhor para a comunidade, agora com consenso dos seringueiros e produtores acredito que será aprovada. Assim que o Congresso voltar aos trabalhos colocaremos esse projeto em votação na Comissão de Meio Ambiente", informou Raupp.
As reservas extrativistas são áreas pertencentes à União, mas que podem ser exploradas por pessoas que dependem do uso sustentável da floresta e dos seus recursos naturais.
Criada em 1990 a reserva Rio Ouro Preto abriga mais de 700 famílias que vivem principalmente da extração da borracha e da coleta de castanha, além do óleo de copaíba. "De forma sustentável temos retirados da natureza nossa produção. Nós achamos que essa proposta é o melhor caminho para que todos possam continuar em harmonia", declarou Missilene Augusto Rodrigues presidente da Associação dos Extrativistas da Reserva Rio Ouro Preto.
Para a coordenadora regional do ICMBio Simone Santos o objetivo é consolidar a proposta para que seja aprovada no Senado. "Nossa intenção é buscar o entendimento de um problema que foi postergado por muitos anos. Buscamos a harmonia para que toda a comunidade seja ela extrativista ou agrícola, possam de alguma forma ser beneficiada", afirmou.
Com a exclusão da área, segundo o senador Raupp os produtores rurais vão ter direito a financiamento e poderão expandir a produção agrícola. "Guajará-Mirim tem 95% de sua área preservada, novas área como essa podem ajudar no desenvolvimento do município, que passa por dificuldades por falta de produção, gerando emprego e renda", concluiu.

Fonte: Assessoria.
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